Incidente ocorreu em 4 de agosto, quando um jato da Envoy Air recebeu autorização para decolar do Aeroporto Ronald Reagan no momento em que o Marine One deixava a Casa Branca 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à esquerda, deixa o Marine One para embarcar no Air Force One, na sexta-feira, 21 de agosto de 2026, na Base Conjunta Andrews, em Maryland, a caminho da Carolina do Sul — Foto: AP Photo/Jacquelyn Martin Uma falha de comunicação entre os pilotos do Marine One, que transportava o presidente Donald Trump, e controladores de tráfego aéreo colocou a aeronave presidencial e um avião de passageiros em risco de colisão nas proximidades do Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington, em 4 de agosto, segundo relatório preliminar do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB, na sigla em inglês). O incidente ocorreu quando um jato da Envoy Air recebeu autorização para decolar no momento em que o Marine One deixava a Casa Branca. Segundo o conselho, os controladores não ouviram o aviso padrão feito três minutos antes da decolagem do helicóptero presidencial, apesar de gravações separadas divulgadas pelo ATC.com indicarem que os pilotos fizeram a comunicação. Os pilotos do helicóptero tentaram retransmitir o aviso de três minutos por meio da unidade de helicópteros da Base Conjunta Anacostia-Bolling, mas a tentativa também não teve sucesso. No momento de maior aproximação, as duas aeronaves ficaram separadas por pouco mais de 1,3 quilômetro na horizontal e cerca de 215 metros na vertical, informou o NTSB. A tripulação do avião recebeu um alerta do sistema anticolisão logo após a decolagem, mas não chegou a avistar o helicóptero. Já os pilotos do Marine One viram o jato e interromperam momentaneamente o avanço até que ele deixasse a área em segurança. Autoridades afirmaram que Trump não correu perigo na ocasião. O episódio contrariou procedimentos de segurança adotados pela Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) após a colisão entre um avião de passageiros e um helicóptero Black Hawk do Exército nas proximidades do mesmo aeroporto, em janeiro de 2025, que deixou 67 mortos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embarca no Marine One, a caminho de Houston, Texas, na área do Ellipse, perto da Casa Branca, em Washington, em 27 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Evan Vucci Desde então, a FAA determina a suspensão de decolagens e pousos no Aeroporto Reagan quando helicópteros passam por rotas conflitantes. O Pentágono também mantém há anos um acordo com a FAA para que os controladores sejam avisados três minutos antes da decolagem do helicóptero presidencial, um procedimento anterior ao acidente do ano passado. A investigação do NTSB mostrou problemas na comunicação por rádio entre a Casa Branca e os controladores. Técnicos da FAA concluíram que não havia uma conexão direta e desobstruída entre o receptor de rádio do aeroporto e o local de decolagem do Marine One na Casa Branca, conhecida tecnicamente como “linha de visada”. Diante disso, os equipamentos foram transferidos para o topo da torre de controle do Aeroporto Reagan, e testes posteriores indicaram que passaram a funcionar normal e adequadamente.