Polêmicas envolvem equipe feminina não classificada à Copa do Mundo de 2027 e protestos por falta de pagamentos de salários a jogadores 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ibrahim Musa Gusau anunciou renúncia da presidência da Federação Nigeriana de Futebol em meio a suspeitas de corrupção — Foto: Reprodução | Instagram O presidente da Federação Nigeriana de Futebol (NFF) anunciou, nesta quinta-feira (27), sua renúncia devido a suspeitas de corrupção e aos maus resultados das seleções masculina e feminina. — Decidi renunciar ao cargo de presidente da NFF — declarou Ibrahim Musa Gusau em uma coletiva de imprensa na sede da entidade, em Abuja. Embora a Nigéria seja uma das grandes potências do futebol africano, a NFF é acusada há muito tempo de corrupção e má gestão. A renúncia de Gusau ocorre um mês antes das eleições na federação, que ele lidera desde que foi eleito em 2022. Gusau também anunciou que vários membros do conselho de administração deveriam renunciar, embora não tenha especificado o número. A imprensa local informou que a NFF estava sendo investigada pelo Departamento de Serviços do Estado (DSS), a polícia secreta nigeriana, sob suspeita de uso indevido de 17 bilhões de nairas (cerca de R$ 65,7 milhões na cotação atual) recebidos do governo em 2024 para quitar pagamentos atrasados a jogadores e dirigentes da seleção. Nigéria organiza carnaval em homenagem à afinidade cultural com o Brasil 1 de 10 Nigéria organiza desfile de carnaval em homenagem à afinidade cultural com o Brasil — Foto: Toyin Adedokun/AFP 2 de 10 Milhares de jovens e adultos descendentes de ex-escravizados vestiram fantasias elaboradas neste domingo para levar o ritmo, a vibração e as cores do Carnaval do Rio às ruas de Lagos — Foto: Toyin Adedokun/AFP X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Depois que o Brasil aboliu a escravidão, alguns dos que haviam sido escravizados retornaram para a África Ocidental, estabelecendo-se em vários países, incluindo Nigéria e Serra Leoa — Foto: Toyin Adedokun/AFP 4 de 10 O festival, embora em menor escala que o modelo brasileiro, ajuda a manter viva a herança e a celebrar a história afro-brasileira da cidade — Foto: Toyin Adedokun/AFP X de 10 Publicidade 5 de 10 No Carnaval de Fanti, uma mulher andando sobre pernas de pau, com um vestido verde e amarelo e um fascinante amarelo na cabeça, dançava ritmicamente ao som de tambores e trombetas — Foto: Toyin Adedokun/AFP 6 de 10 O Brasil foi o último lugar nas Américas a abolir a escravidão quando encerrou formalmente a prática em 1888 — Foto: Toyin Adedokun/AFP X de 10 Publicidade 7 de 10 Muitos escravos foram forçados a adotar nomes portugueses e, hoje, na Nigéria, é comum encontrar pessoas com primeiros nomes iorubás e sobrenomes portugueses — Foto: Toyin Adedokun/AFP 8 de 10 O carnaval representa uma parte da história da Nigéria que nem sempre é bem conhecida — embora alguns estejam tentando mudar isso — Foto: Toyin Adedokun/AFP X de 10 Publicidade 9 de 10 Nigéria organiza desfile de carnaval em homenagem à afinidade cultural com o Brasil — Foto: Toyin Adedokun/AFP 10 de 10 Milhares de jovens e adultos descendentes de ex-escravizados vestiram fantasias elaboradas neste domingo para levar o ritmo, a vibração e as cores do Carnaval do Rio às ruas de Lagos — Foto: Toyin Adedokun/AFP X de 10 Publicidade Evento representa parte da história da Nigéria pouco conhecida Jogadores e treinadores da seleção protestaram publicamente em diversas ocasiões contra o não pagamento de seus salários. A polêmica mais recente surgiu após a não classificação da equipe feminina para a Copa do Mundo de 2027. Na última Copa Africana de Nações (CAN) feminina, a Nigéria chegou como atual campeã, mas foi eliminada nas quartas de final. Depois, a equipe perdeu por 2 a 1 para a África do Sul na repescagem para o Mundial, o que significa que as 'Super Falcons' ficarão de fora do torneio pela primeira vez desde a sua criação, em 1991. A seleção masculina, as 'Super Águias', tampouco conseguiu se classificar para as Copas do Mundo de 2022 e 2026. Diante da imprensa, Gusau defendeu os resultados de sua gestão e atribuiu os problemas financeiros da organização à situação econômica do país e às flutuações no valor da naira, a moeda nacional. Também anunciou uma parceria com a Adidas que "destinará 4,5 milhões de dólares (cerca de R$ 23,3 milhões) por ano à Nigéria".