Alibaba Cloud faz estreia na América do Sul como parte de investimento de US$ 53 bilhões 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sede do Alibaba Group Holdings na cidade de Hangzhou, China — Foto: Qilai Shen/Bloomberg Com a estreia de dois data centers, a chinesa Alibaba Cloud anunciou nesta quinta (27) a chegada ao mercado brasileiro. A nova infraestrutura mira projetos de computação em nuvem e a expansão de inteligência artificial (IA) no Brasil. A gigante, que pertence ao Alibaba Group, está em um processo de expansão internacional que tem investimento de US$ 53 bilhões — as cifras dedicadas ao mercado brasileiro não foram reveladas. “O Brasil é uma das economias digitais mais dinâmicas do mundo e um novo mercado central para a expansão da Alibaba Cloud na América Latina. Com infraestrutura local segura e resiliente, nosso portfólio de IA+Cloud e um ecossistema de parceiros em crescimento, estamos apoiando as empresas brasileiras enquanto desenvolvem suas capacidades de nuvem e IA e conectando-as à Ásia e à toda nossa rede global, disse em nota , Allen Guo, gerente geral da região da América Latina e vice-presidente de negócios internacionais da Alibaba Cloud Intelligence. Entre os serviços oferecidos em nuvem oferecidos pela empresa estão computação, armazenamento, contêineres, redes, segurança e bancos de dados, big data. Para atividades de IA, a Alibaba traz serviços de desenvolvimento, implementação e segurança de agentes de IA para empresas. Os data centers brasileiros, que não tiveram localidade reveladas, marcam também os primeiros projetos de infraestrutura na América do Sul. Anteriormente, a gigante chinesa tinha presença apenas no México em toda a América Latina. A estreia deve acirrar a disputa com rivais americanas, como AWS, Microsoft e Google Cloud, que dominam o mercado brasileiro para serviços em nuvem. Agora, a Alibaba Cloud agora opera 106 zonas de disponibilidade em 31 regiões em todo o mundo. A presença em território nacional também ajuda a estreitar laços com desenvolvedores brasileiros, que recentemente vem expressando curiosidade e interesse em modelos chineses de IA, por apresentarem bom desempenho por preços baixos. O Alibaba Group é responsável por treinar os modelos de código aberto Qwen, os mais populares do mundo atualmente. Segundo a plataforma Hugging Face, as IAs da família do Alibaba Group acumularam mais de 3 bilhões de downloads em todo o mundo no primeiro semestre, superando a Meta e o Google. Ao todo, a gigante chinesas disponibilizou mais de 460 modelos em código aberto, e seu ecossistema deu origem a mais de 300 mil modelos derivados. Há três semanas, a empresa mostrou o Qwen 3.8 Max, modelo topo de linha que em testes padronizados revelou performance similar ao Fable 5, da Anthropic, em diversas tarefas. Receita cresce 9% no último trimestre Na semana passada, a Alibaba divulgou receita de quase 269 bilhões de yuans, cerca de US$ 40 bilhões, no último trimestre. O resultado representa um crescimento de 9% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado pelo avanço global da inteligência artificial, que aumenta a demanda pelos produtos da companhia. A companhia revelou também que planeja emitir 80 bilhões de dólares de Hong Kong, cerca de US$ 10,2 bilhões (aproximadamente R$ 52,4 bilhões na cotação atual), em novas ações para financiar sua expansão global em IA. A companhia informou que pretende usar todos os recursos líquidos da operação para ampliar suas capacidades na área, principalmente a infraestrutura de IA.
Chinesa Alibaba estreia no Brasil com dois data centers mirando 'boom da IA'
Alibaba Cloud faz estreia na América do Sul como parte de investimento de US$ 53 bilhões











