Instituto Robert Koch atualizou estimativa após ondas de calor com temperaturas acima de 41 °C; pessoas com mais de 75 anos foram as mais afetadas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Uma foto tirada em 25 de agosto de 2026 mostra plantas de milho amareladas em um campo em Dorsten, no oeste da Alemanha, após as altas temperaturas do verão e os baixos índices de chuva — Foto: AFP A Alemanha registrou um número recorde de 15.800 mortes relacionadas ao calor neste verão, informou nesta quinta-feira o Instituto Robert Koch (RKI), autoridade nacional de saúde. O número supera a estimativa anterior, de 14 mil mortes, divulgada na semana passada com base nos dados coletados até 9 de agosto. Segundo o RKI, as pessoas com mais de 75 anos foram as mais afetadas. Cerca de 9.600 das 15.800 mortes ocorreram entre 22 e 28 de junho, semana em que algumas regiões da Alemanha registraram temperaturas superiores a 41 °C. Entre o fim de julho e meados de agosto, outro período de calor intenso, foram registradas cerca de 4 mil mortes relacionadas às altas temperaturas, acrescentou o instituto. Como o calor entra na conta de mortes O número de mortes relacionadas ao calor é calculado por meio de métodos estatísticos que comparam os óbitos registrados durante semanas de verão com e sem ondas de calor. Onda de calor — Foto: AFP Isso ocorre porque o calor não é apontado como causa da morte nos atestados de óbito e, por isso, não aparece diretamente nas estatísticas oficiais sobre causas de morte. Na maioria dos casos, segundo o RKI, as mortes resultam da combinação entre as altas temperaturas e doenças preexistentes, como problemas cardiovasculares, pulmonares ou renais. O verão do Hemisfério Norte também foi marcado por calor extremo e seca em grande parte da Europa, cenário que contribuiu para o aumento da mortalidade associada às altas temperaturas.