Candidatos do Rio de Janeiro citados em uma lista apreendida pela Polícia Federal durante uma investigação sobre jogo do bicho no estado dizem temer contratos com grandes gráficas na campanha deste ano.

A planilha foi achada durante operação contra Adilson Coutinho Oliveira Filho, o Adilsinho. Ele é considerado por promotores e investigadores da polícia como um dos chefes da nova cúpula do jogo do bicho no Rio, além de ser o responsável por comandar a máfia de cigarros no estado.

A PF ainda investiga a origem da lista e o significado dos valores atribuídos a cada nome. Uma das hipóteses é a de que o documento traga o registro de pagamentos de material de campanha política a gráficas que faziam parte de um suposto esquema de lavagem de dinheiro da contravenção.

Por isso, alguns candidatos decidiram imprimir material fora da região metropolitana do Rio ou rejeitar peças produzidas por outros candidatos majoritários, para não reforçar suspeitas de relação com o esquema investigado.

A planilha, anexada ao inquérito da PF e obtida pela Folha, reúne cerca de 70 políticos, a maioria deputados, além de quatro partidos. Ao lado dos nomes aparecem valores. Entre os citados na lista está o ex-governador Cláudio Castro (PL).