O Ministério Público de São Paulo denunciou 16 pessoas sob acusação de participação em uma organização criminosa que teria atuado no desvio de metanol para adulteração de combustíveis na Grande São Paulo, de 2017 a 2025.

Entre os denunciados pelo núcleo de Guarulhos do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) está o empresário Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, apontado pelo Ministério Público como um dos principais financiadores do esquema.

A defesa de Beto Louco disse, por meio de nota, que não teve acesso aos autos até o momento. "Contudo, diante do que foi informado pela mídia, os fatos tratados na denúncia não têm nenhum relacionamento com Roberto. Sua inclusão no processo parece uma infeliz tentativa de gerar repercussão midiática, como já ocorreu anteriormente".

Segundo o documento, ele teria utilizado empresas como Aster, Copape e Duvale para movimentar recursos milionários relacionados às atividades investigadas.

Os denunciados são acusados de organização criminosa e lavagem de dinheiro. O MP também aponta indícios de adulteração de combustíveis, crimes tributários e contra o consumidor, estelionato, falsidade documental e crimes ambientais.