O trabalhador nepalês Bibek Kumal cavava uma fossa sanitária do lado de fora de uma casa recém-construída nesta quarta-feira (26) quando uma muralha de água, lama e pedras apareceu, arrastando-o e levando tudo o que estava por perto.
Kumal, 24, trabalhava em Bidur, rio abaixo do distrito de Rasuwa —o mais atingido no desastre—, perto da fronteira do Nepal, na região do Himalaia, com o Tibete, quando ouviu um som estridente. Seus quatro colegas, que estavam acima da fossa, gritaram para que ele saísse de lá e corresse.
Quando conseguiu sair às pressas da fossa, seus colegas já haviam fugido.
"Comecei a correr. Então, uma muralha de água desceu estrondosamente, como se fosse um terremoto", disse Kumal de seu leito no Centro Nacional de Traumatologia, em Katmandu, com o irmão Dinesh sentado ao seu lado.
A torrente o arrastou rio abaixo em meio à lama e aos destroços, mas, "por sorte, fiquei preso em um pé de manga", contou. "Se não houvesse aquela árvore, eu teria sido arrastado e morto."












