Porto de Gyirong no Tibete chinês movimenta milhões de dólares em comércio bilateral anualmente 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Deslizamento no Nepal deixa 'numerosos' mortos e desaparecidos no Tibete; Porto de Gyirong, centro comercial importante, foi atingido — Foto: Reprodução/X O Porto de Gyirong, que sofreu o impacto mais grave do deslizamento de lama que atingiu o Nepal e o Tibete nesta quarta-feira, é uma importante passagem terrestre de fronteira entre os dois países. Desenvolvido como um centro de comércio entre ambos, Pequim considera a passagem um ponto estratégico de sua iniciativa global de conectividade, a Nova Rota da Seda. O porto movimenta centenas de milhões de dólares em comércio bilateral por ano. Números da agência estatal chinesa Xinhua divulgados pela CNN mostram que o fluxo comercial do porto representou quase um terço das movimentações de negócios entre China e Nepal em 2024. Desde 2017, o porto, que fica mais de 1800 metros acima do nível do mar, também serve como um ponto de passagem para viajantes. Segundo a mídia estatal, autoridades anunciaram nesta quarta-feira que as estradas que se conectam ao porto foram fechadas de forma preventiva por sete dias para todos os veículos não emergenciais. Não está claro o quanto de acesso há para veículos de emergência no momento. A mídia local também noticiou apagões de energia e problemas de comunicação na área, acrescentando que “muitas pessoas” eram dadas como mortas ou desaparecidas. A emissora estatal chinesa CCTV informou que as autoridades mobilizaram pelo menos 574 socorristas para a passagem terrestre de Gyirong. Mais cedo, um socorrista afirmou à emissora que seriam necessárias pelo menos quatro horas para que a equipe chegasse ao local, devido a sedimentos com 1,5 metro de profundidade que bloquearam as vias de acesso à área afetada. Segundo ele, os detritos avançaram rio acima a partir do lado nepalês da passagem. O presidente chinês, Xi Jinping, pediu esforços “em todas as frentes” para localizar os desaparecidos e determinou o reforço dos sistemas de monitoramento e alerta precoce para evitar desastres secundários. Xi emitiu uma declaração enfatizando a necessidade de prevenção contra inundações, e outros membros do Comitê Permanente do Politburo, em Pequim, fizeram comentários semelhantes. Imagens de drone transmitidas pelo telejornal da televisão estatal chinesa mostraram edifícios soterrados no Porto de Gyirong. Vídeos de de câmeras de vigilância que circulam nas redes e foram verificadas pelo New York Times mostram o momento em que um deslizamento de terra atravessa o porto. Em um deles, uma multidão corre por uma estrada próxima ao porto. Segundos depois, torrentes de água e densas nuvens engolfam o estacionamento e os edifícios ao redor, destruindo a área. Inundações deixam mortos no Nepal e deslizamento provoca 'numerosas' vítimas no Tibete Outro vídeo de câmera de vigilância mostra o momento em que o deslizamento atinge o edifício que funciona como entrada do porto, enquanto dezenas de pessoas correm na direção oposta. Detritos são lançados pelo ar enquanto ondas sucessivas inundam o porto, preenchendo o campo de visão da câmera. A maioria das pessoas que estavam no porto provavelmente era formada por tibetanos locais, trabalhadores migrantes de outras partes da China ou comerciantes do Nepal. Gyirong, uma cidade rural na fronteira, fica na Região Autônoma do Tibete, uma área que o governo chinês mantém sob rígido controle como parte dos esforços para sufocar qualquer dissidência em relação ao seu domínio sobre o Tibete. O porto de Gyirong já sofreu com desastres naturais antes, incluindo o terremoto devastador de 2015. Em julho do ano passado, o porto sofreu com enchentes que destruíram a ponte que o conectava ao Porto de Rasuwa, no Nepal. Na época, as operações comerciais foram suspensas por cerca de 6 meses, de acordo com a mídia estatal. Desde então, a China tem feito um esforço para transformar o porto em um centro moderno de logística. Como parte desse esforço, novas infraestruturas foram construídas na área, incluindo uma zona de cooperação econômica. (Com AFP e New York Times)
Deslizamento de terra na fronteira entre China e Nepal atingiu um dos maiores centros de comércio entre os dois países
Porto de Gyirong no Tibete chinês movimenta milhões de dólares em comércio bilateral anualmente












