Darline Graham enfrentará a candidata democrata Annie Andrews na eleição geral e é considerada amplamente favorita no Estado, de perfil fortemente conservador 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A senadora americana Darline Graham (republicana da Carolina do Sul) fala com apoiadores após vencer o segundo turno das primárias republicanas contra o deputado Ralph Norman pela cadeira que ocupa atualmente no Senado dos EUA, em Columbia, Carolina do Sul, em 25 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Sam Wolfe Darline Graham, irmã do falecido senador Lindsey Graham, venceu na terça-feira o segundo turno das primárias republicanas para o Senado dos Estados Unidos na Carolina do Sul, em uma vitória para o presidente Donald Trump. Graham, que foi nomeada para ocupar a cadeira no Senado até o início de janeiro após a morte do irmão, em 11 de julho, derrotou o deputado Ralph Norman e disputará em novembro a eleição para um mandato completo de seis anos no Senado. Trump declarou apoio à sua candidatura e reforçou o endosso com grandes contribuições de campanha de seu super PAC MAGA INC. Durante um comício em apoio a Graham na sexta-feira, em Myrtle Beach, na Carolina do Sul, Trump colocou a si próprio no centro das atenções e declarou: “Eu estou na cédula”. Graham, de 62 anos, enfrentará a candidata democrata Annie Andrews, pediatra, na eleição geral e é considerada amplamente favorita no Estado, de perfil fortemente conservador. A primária foi um de uma série de testes da influência de Trump sobre os eleitores nas eleições de meio de mandato deste ano, enquanto ele tenta usar o peso da Presidência para impedir que os democratas tomem de seu Partido Republicano o controle da Câmara dos Deputados e do Senado. Seu histórico de apoio a candidatos neste ciclo eleitoral, no entanto, tem sido irregular, no momento em que pesquisas mostram que Trump continua pressionado pela alta dos preços ao consumidor e pela impopular guerra contra o Irã. O MAGA INC., de Trump, gastou US$ 827.711 em apoio a Graham, segundo documento apresentado na segunda-feira à Comissão Eleitoral Federal, em um raro caso em que o presidente destinou apoio financeiro a uma candidata de sua preferência. Graham, por sua vez, aproveitou o comício de sexta-feira para tentar se recuperar do que foi retratado como um deslize em um debate anterior, quando afirmou não ter conhecimento sobre questões de segurança nacional — tema que ajudou a definir a trajetória de seu irmão no Senado. “Culpada”, declarou Graham no comício. Em vez de se concentrar no tema, ela direcionou seu discurso para questões domésticas, incluindo a ofensiva de Trump contra a imigração e a defesa de políticas contrárias ao aborto. Graham nunca havia ocupado um cargo público antes de ser nomeada para o Senado e anteriormente havia exercido funções ligadas à defesa dos direitos de pessoas com deficiência física. A Carolina do Sul apoiou Trump por ampla margem nas três vezes em que ele concorreu à Presidência e dificilmente terá papel relevante na disputa pelo controle do Congresso. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reage enquanto a senadora americana Darline Graham (republicana da Carolina do Sul) discursa durante um comício de campanha em apoio a ela no Centro de Convenções de Myrtle Beach, na Carolina do Sul, em 21 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Evan Vucci Norman, de 73 anos e há décadas atuante no setor imobiliário, está há quase dez anos na Câmara dos EUA. Sua derrota nesta terça-feira ocorre após uma tentativa malsucedida de concorrer ao governo estadual. Ele é um dos principais integrantes do conservador House Freedom Caucus, mas apoiou a mais moderada Nikki Haley, ex-governadora da Carolina do Sul, em sua malsucedida candidatura presidencial de 2024. No início deste mês, Graham e Norman foram os dois candidatos mais votados entre os dez concorrentes das primárias republicanas, mas nenhum obteve apoio suficiente para evitar o segundo turno desta terça-feira.