A vacinação materna deixou de ser uma estratégia voltada apenas à saúde da gestante para se tornar uma importante ferramenta de prevenção de doenças nos primeiros meses de vida do bebê. Esse conceito vem ganhando força à medida que novas evidências científicas demonstram que, ao receber determinadas vacinas durante o pré-natal, a mulher produz anticorpos que atravessam a placenta e ajudam a proteger a criança justamente no período em que seu sistema imunológico ainda é imaturo.

Essa proteção é especialmente importante porque os recém-nascidos ainda não podem receber algumas vacinas previstas no calendário infantil ou levam algum tempo para desenvolver sua própria resposta imunológica. Nesse intervalo, os anticorpos maternos funcionam como uma espécie de "escudo temporário" contra doenças que podem ser potencialmente graves. Depois do parto, o aleitamento materno também contribui para esse processo ao fornecer anticorpos importantes para a defesa do bebê.

Atualmente, as gestantes devem receber as vacinas dTpa, contra difteria, tétano e coqueluche; influenza (gripe); Covid-19; e, mais recentemente, contra o vírus sincicial respiratório (VSR), importante causador de bronquiolite em bebês. A vacina contra hepatite B também é indicada para mulheres que ainda não se vacinaram ou não completaram o esquema vacinal. Todas elas estão disponíveis pelo SUS (Sistema Único de Saúde).