Resultado é o mais intenso para um mês de agosto desde 2022 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 IPCA-15 tem queda de 0,40% em agosto — Foto: Daniel Dan/Unsplash O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) caiu em 0,40% em agosto, após alta de 0,06% em julho, informou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em agosto de 2025, o IPCA-15 recuou 0,14%. A queda de 0,40% é a mais intensa para um mês de agosto desde 2022 (-0,73%). O resultado ficou abaixo da mediana das 25 projeções de analistas de consultorias e instituições financeiras consultados pelo Valor Data, que estimavam queda de 0,31% em agosto. O intervalo era de recuo de 0,40% a 0,18%. O IPCA-15 acumula alta de 4,24% em 12 meses. Até julho, o resultado em 12 meses era de 4,52%. Já o acumulado do IPCA-15 em 2026, até agosto, foi de 3,09%. O resultado em 12 meses ficou abaixo da mediana das 25 estimativas coletadas pelo Valor Data, que era de 4,34%, com intervalo entre 4,27% e 4,48%. A meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC) para 2026 é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima. Das nove classes de despesas usadas para cálculo do IPCA-15, o destaque foi habitação, que passou de uma alta de 0,97% em julho para queda de 1,41%. O resultado foi influenciado pelo preço da energia elétrica (-6,25%), em função da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto. De julho para agosto, alimentação e bebidas seguiram em baixa (de -0,66% para -0,57%), o mesmo verificado com vestuário (de -0,33% para -0,20%). Transportes mudaram de direção (de 0,11% para -1%), movimento também registrado por educação (de -0,04% para 0,46%). Subiram menos saúde e cuidados pessoais (de 0,28% para 0,40%); despesas pessoais (de 0,08% para 0,66%). Artigos de residência também registraram elevação menos acentuada (de 0,19% para 0,04%). O grupo comunicação manteve em agosto a mesma variação de julho (-0,02%). O IPCA-15 é uma prévia do IPCA, calculado com base em uma cesta de consumo típica das famílias com rendimento entre um e 40 salários mínimos. O indicador abrange nove regiões metropolitanas (Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba), além das cidades de Brasília e Goiânia. A diferença em relação ao IPCA está no período de coleta e na abrangência geográfica.