Estratégia da corporação é manter policiamento efetivo em comunidades consideradas mais vulneráveis nas brigas de facções 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Ônibus foram usados por criminosos para interromper as vias durante ação da PM na Gardênia Azul — Foto: Reprodução/TV Globo/27-7-2026 Para ocupar as cinco favelas do Complexo de Israel, a Polícia Militar precisa de um efetivo de pelo menos oito batalhões do 1º Comando de Policiamento de Área, sem contar o reforço das unidades de elite do Comando de Operações Especiais (Coe). Fechar essa conta não é simples: a corporação também precisa monitorar outras comunidades que estão em pontos estratégicos e em áreas lucrativas — e por isso seguem em disputa constante entre as facções. A Polícia Militar ocupa agora as cinco favelas do Complexo de Israel, principal base do Terceiro Comando Puro (TCP). A operação começou na sexta-feira, com a tomada de Cidade Alta, Cinco Bocas e Pica-Pau, e avançou nesta terça-feira (25/08) com a entrada de agentes em Parada de Lucas e Vigário Geral. A permanência da tropa, porém, tem prazo determinado: fontes disseram ao GLOBO que falta efetivo para acabar de vez com o domínio da facção na região. Rio das Pedras e Muzema, na Zona Sudoeste do Rio, também exigem atenção redobrada das polícias. Rio das Pedras é tida como o berço das milícias, mas há cerca de um ano vem sendo alvo de investidas do Comando Vermelho (CV), que ali busca lucrar menos com a venda de drogas e mais com a exploração de serviços. É a segunda maior favela do estado. O CV já domina boa parte das favelas da região. Além da Cidade de Deus, tomou também a Gardênia Azul, antes controlada pelos milicianos, e no Itanhangá mantém domínio sobre Muzema — vizinha de Rio das Pedras —, Morro do Banco e Tijuquinha. A estratégia da PM na região tem sido reforçar o policiamento local e fazer operações nas favelas vizinhas dominadas pela mesma facção, para evitar que os criminosos se ajudem mutuamente. Há ainda outro ponto de atenção: o plano de reocupação territorial do Governo do Estado do Rio, elaborado para cumprir determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) na ADPF das Favelas (ADPF 635), vai priorizar justamente as comunidades da Gardênia Azul, da Muzema e de Rio das Pedras. Drone flagra comboio de criminosos passando por viatura da PM no Catiri — Foto: Reprodução Vila Kennedy, base do CV, e Catiri, dominada pela milícia, completam a lista de preocupações da PM. O Catiri é peça-chave para o Comando Vermelho fechar um cinturão e se aproximar do Complexo de Gericinó, onde ficam a maioria dos presídios do Rio — motivo pelo qual a facção vinha atacando a comunidade com frequência, inclusive monitorando o local com drones.