Em meio à determinação judicial no Brasil que obrigou o Discord a desabilitar transmissões ao vivo, nos Estados Unidos a empresa enfrenta uma ofensiva judicial ligada à segurança de crianças e adolescentes.
Ao menos cinco estados americanos —Nova Jersey, Nevada, Indiana, Texas e Arkansas— levaram a empresa à Justiça desde 2025. As acusações incluem falhas na verificação de idade, controles parentais insuficientes, possibilidade de contato entre adultos e crianças e afirmações enganosas sobre a segurança da plataforma.
A Folha procurou por email o Discord na última sexta-feira (21) e novamente na segunda (24), mas a empresa não respondeu até a publicação deste texto.
Em declarações à imprensa americana sobre as ações estaduais, a companhia rejeitou as acusações e disse que elas não refletem a plataforma nem os investimentos feitos em segurança.
Afirmou também combinar tecnologia, investigações próprias e denúncias de usuários para identificar contas ligadas a atividades nocivas, como exploração e material de abuso sexual infantil, e disse exigir idade mínima de 13 anos e oferecer a adolescentes e responsáveis ferramentas de privacidade.








