Aliados de Lula se incomodaram com o que suspeitam ser uma referência sarcástica ao presidente, mas origem é referência a deusa nórdica 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente Lula e seu filho Fábio Luís da Silva, o Lulinha — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo e Arquivo Causou surpresa e preocupação nos bastidores da já tensionada investigação do INSS a informação que passou a circular nos últimos dias em Brasília a respeito do nome da operação da Polícia Federal (PF) que apura suspeitas de tráfico de influência do filho do presidente Lula, Fábio Luís da Silva, mais conhecido como Lulinha. O fato de a investigação ter sido batizada como Elli foi interpretada entre aliados de Lula e no Palácio do Planalto como uma referência ao “Faz o L” usado na campanha do petista em 2022 e posteriormente apropriado por bolsonaristas em tom crítico ao governo do presidente. O advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, disse ao Metrópoles que pediria explicações à direção da PF sobre a escolha do nome. “Porque, se não tiver [explicação], é a velha e surrada estratégia de atirar a flecha e depois pintar o alvo, né? De começar o processo pelo fim, com a condenação. Isso é perseguição”, afirmou Carvalho. Mas, na cúpula da PF, a explicação que chegou foi bastante simples: na mitologia nórdica, Elli é o nome da deusa que personifica a velhice. Tratada como um símbolo da força dos idosos, a deusa derrotou Thor em uma batalha épica. A investigação que levou à quebra de sigilo de Lulinha tem origem na Operação Sem Desconto, que desbaratou o esquema de descontos ilegais em aposentadorias do INSS. Apesar de a explicação para a escolha do nome ficar registrada nos sistemas da PF junto com a abertura da investigação, a origem do nome não foi abordada nos releases da corporação – o que não seria um problema se o momento político não fosse tão conturbado, até porque é comum que os policiais federais usem nomes de deuses ou tirados da mitologia em suas operações. No passado, a PF já batizou diversas operações com referências da mitologia nórdica (como Loki, Hoder, Nibelungo, Aegir e Njörd) e da grega (Hidra de Lerna, Poseidon, Hefesto e Têmis), entre outros. “Foi uma coincidência infeliz”, resume um integrante da cúpula da PF, que apesar de procurada oficialmente não confirmou se foi feito algum pedido oficial de informação e nem se foi feita alguma explicação ao presidente ou seus aliados.