No eventual segundo turno da eleição presidencial, 1.091 municípios podem receber atenção especial na apuração: são cidades-pêndulo, que oscilaram nos segundos turnos de um pleito para o outro. Pesquisa do Instituto Representação e Legitimidade Democrática, ligado à UFPR, examinou a mobilidade do voto entre 2002 e 2022 nos mais de 5.500 municípios do país e constatou que os resultados têm ficado cada vez mais previsíveis, com queda no número de cidades consideradas pendulares.
A pesquisa reforça a avaliação de que, entre grupos fiéis, candidatos têm pouca margem para crescer: a decisão de uma eleição que tende a ser apertada está nas mãos de quem muda de ideia —eleitores ora chamados de independentes, ora de indecisos, ora de pendulares.
O Café da Manhã desta quarta-feira (26) trata dos municípios que podem decidir a eleição presidencial em 2026. O podcast ouve o cientista político Fábio Vasconcellos, professor da Uerj e da PUC-Rio e pesquisador do ReDem/UFPR.
O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É possível ouvir o episódio clicando acima. Para acessar no aplicativo, basta se cadastrar gratuitamente.















