0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cabine de votação — Foto: Custodio Coimbra/Agência O Globo/06/10/2024 Os temas regionais se tornaram secundários nas disputas pelos governos estaduais e na corrida ao Senado. Nas eleições de 2026, observa-se uma maior nacionalização do debate, com um alinhamento, de Norte a Sul do país, à agenda central que movimenta a disputa pelo Planalto. Nesse cenário, enquanto candidatos à direita concentram críticas ao Judiciário, por exemplo, os do campo progressista defendem políticas públicas e a responsabilização compartilhada entre os Poderes. Esse movimento foi identificado pelo projeto Hubs Regionais 2026, que mapeia, analisa e monitora os fluxos informacionais das principais candidaturas aos governos estaduais e ao Senado Federal em cada região do país, com foco na atuação no Instagram. — Há uma interseção entre as agendas das candidaturas regionais e as dos presidenciáveis. Isso inclui a tradicional vinculação direta da imagem de candidatos a lideranças nacionais, buscando transferir ou “terceirizar” o voto, mas vai além. Temas e conflitos da disputa nacional passam a ser mobilizados nas campanhas regionais. É o caso, por exemplo, das críticas agudas ao STF e da defesa do impeachment de ministros, da anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro e da soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro. O tema da segurança pública tem uma via de mão dupla, porque também parte de políticas públicas e problemas locais, como o combate ao crime organizado, a violência, o feminícidio e a atuação das forças de segurança em alguns estados. Ao mesmo tempo, é progressivamente conectado a narrativas e disputas de alcance nacional — ressalta Tatiana Dourado, diretora de Estudos e Políticas Digitais do Instituto Democracia em Xeque. Tatiana explica que não significa nacionalizar não significa eliminar o debate regional, mas é uma estratégia de criar conexão nesses dois níveis. E essa nacionalização também aparece nas estratégias de collabs entre candidatos e lideranças políticas de diferentes níveis, destaca: — Temos visto uma crescente de ações conjuntas, o que ajuda a ampliar o alcance das mensagens, mas também a vincular candidaturas estaduais e ao Senado às principais figuras políticas das eleições: Lula e Flávio Bolsonaro. O Hubs Regionais 2026 é uma iniciativa coordenada pelo Instituto Democracia em Xeque e pela PUC-Rio, em parceria com CID/UFBA, Observa/UFABC, Midiaticus/UFMT e NUPESAL/UFRGS. Os hubs organizam o monitoramento das eleições de 2026 por meio de uma rede nacional de grupos de pesquisa distribuídos pelo país. Cada hub acompanha as principais candidaturas aos governos estaduais e ao Senado Federal em sua área de atuação, produzindo análises quantitativas e qualitativas que, integradas, oferecem um panorama nacional regionalizado do processo eleitoral.