Sistema vai cobrir um corredor de mais de 80 quilômetros e terá capacidade para ler mais 180 mil leituras de placas por dia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Equipe do Civitas trabalha na análise de câmeras do Rio — Foto: Guito Moreto / Agência O Globo As prefeituras do Rio e de Niterói celebraram nesta terça-feira um acordo de cooperação para a integração de dados de segurança pública. A iniciativa prevê a implementação de câmeras de monitoramento ao longo de um corredor de mais de 80 quilômetros, situado entre os acessos à Ponte Rio-Niterói, que une os municípios e a Avenida Brasil. As informações serão automaticamente compartilhados entre as cidades. A capacidade será de mais de 180 mil leituras de placas por dia a partir de 144 câmeras. A expectativa é de que a investigação de crimes possa ser aprimorada a partir da troca dessas informações. A prefeitura do Rio já possui um acordo semelhante com Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e agora expande para o município da Região Metropolitana. Rio e Niterói já possuem sistemas de monitoramento por câmeras. O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, disse que a Polícia Civil é quem mais demanda imagens e dados do sistema de vigilância do município, sendo responsável por cerca de 85% das solicitações. —As cidades do Rio e de Niterói concentram praticamente toda a circulação da Região Metropolitana ou do Leste Fluminense vindo em direção à cidade do Rio ou das cidades da Baixada Fluminense em direção a Niterói e ao Leste Fluminense. E esse sistema de vigilância pública deve enfrentar o crime organizado, o roubo de veículos e o roubo de cargas —disse Cavaliere. Segundo o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, o volume de registros de veículos roubados na cidade caiu de 250 ao mês para apenas cinco, desde que o cerco eletrônico foi implementado no local há quase uma década. — Esse acordo vai permitir não apenas uma antecipação ao crime, uma polícia mais proativa e menos reativa. Mas também a atividade forense da Polícia Judiciária de investigação das organizações criminosas que atuam na Região Meetropolitana, onde estão 70% dos crimes do Estado hoje — avalia Neves. *Aluna do curso Jornalismo do Futuro, sob supervisão de Rafael Galdo