Etapa prevê ampliação do monitoramento, reforço da segurança e programas de prevenção voltados para jovens e mulheres 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O Centro Integrado de Segurança Pública reúne agentes policiais e faz monitoramento por meio de 800 câmeras — Foto: Divulgação/Leonardo Simplício/Prefeitura de Niterói RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/07/2026 - 19:43 Niterói lança nova fase do pacto contra violência com R$ 300 milhões A segunda fase do Pacto Niterói Contra a Violência, que inicia em agosto, foca na redução de roubos e homicídios, ampliando o monitoramento e programas de prevenção para jovens e mulheres. Desde 2018, Niterói reduziu roubos em 80,7% e mortes violentas em 69,3%. A prefeitura investirá R$ 300 milhões em segurança, com ações integradas e novos programas sociais, destacando a continuidade dos avanços na segurança pública. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A prefeitura de Niterói vai lançar, no início de agosto, a segunda fase do Pacto Niterói Contra a Violência, programa criado em 2018 para reunir ações de segurança pública e prevenção social. A nova etapa terá como foco a redução dos roubos de rua e de veículos e das mortes violentas, além da ampliação do monitoramento e de iniciativas voltadas a jovens e mulheres. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), compilados pelo Instituto Cidade Segura, a taxa de roubos em Niterói caiu de 1.712,3 para 331,3 casos por cem mil habitantes entre 2018 e 2024, uma redução de 80,7%. No mesmo período, a taxa de mortes violentas recuou de 35,8 para 11 casos por cem mil habitantes, queda de 69,3%. A segunda fase prevê a ampliação do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) e o reforço do monitoramento em comunidades. Também estão previstos dois novos programas de prevenção social. Um desses programas, o Cada Jovem Conta será voltado à identificação e ao acompanhamento individualizado de adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade social, com encaminhamento para programas já existentes e oferta de mentoria. Já o Protetoras terá inicialmente um grupo de 25 mulheres especializadas no acompanhamento de casos de risco envolvendo mulheres. A prefeitura também prevê a criação de um sistema de monitoramento de casos de violência de gênero, com o objetivo de ampliar a atuação preventiva. O prefeito Rodrigo Neves informa que a segunda fase do pacto terá cinco prioridades principais: a continuidade das ações para reduzir a presença de grupos criminosos e impedir o avanço de milícias na cidade; a redução do recrutamento de jovens pelo crime; a transformação de Niterói em referência internacional no enfrentamento à violência contra as mulheres; a redução dos roubos de celulares; e a diminuição da violência no trânsito. Para os próximos dois anos, a prefeitura prevê investimentos superiores a R$ 300 milhões em 31 programas voltados ao fortalecimento das forças de segurança e à integração de ações nos territórios. Segundo Rodrigo, o plano foi elaborado ao longo dos últimos dez meses, com mais de 50 encontros com representantes da sociedade civil. Ao anunciar a nova etapa, o prefeito afirmou que a redução dos índices criminais é resultado de investimentos realizados ao longo dos últimos anos e defendeu a continuidade das políticas de segurança e prevenção. — Temos reduzido os índices criminais e vamos seguir investindo na redução de mortes violentas e de roubos de rua e de veículos, com programas sociais, tecnologia e integração com as forças de segurança. Os números mostram que estamos no caminho certo. Em junho, foram registrados 51 roubos de rua em toda a cidade, uma redução histórica. Com o lançamento do Pacto 2, reiteramos nosso compromisso de continuar investindo para garantir mais segurança e qualidade de vida para a população de Niterói — afirmou. No dia 31 de julho, segundo o prefeito, o governador Ricardo Couto estará em Niterói para a inauguração da Cidade da Polícia, que, segundo a prefeitura, terá mais de cem policiais civis. Já o lançamento oficial do Pacto Niterói Contra a Violência 2 está marcado para 5 de agosto, com a presença do secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas. Os dados apresentados pela prefeitura também comparam a evolução dos indicadores de Niterói com os da cidade do Rio. A taxa de roubos no Rio caiu de 1.817 para 915,6 casos por cem mil habitantes entre 2018 e 2024, uma redução de 49,6%. Em relação às mortes violentas, Niterói tinha, em 2018, uma taxa de 35,8 casos por cem mil habitantes, acima dos 29,7 registrados na capital. Em 2024, o índice caiu para 11 em Niterói e 22 no Rio. A redução foi de 69,3% na cidade e de 25,9% na capital. De acordo com a prefeitura, o Pacto Niterói Contra a Violência recebeu desde 2018 mais de R$ 820 milhões em investimentos municipais. Mais de 50 mil jovens participaram de programas nas áreas de educação, cultura, esporte, qualificação profissional e inclusão social. Entre as medidas adotadas no primeiro ciclo estão o aumento do efetivo da Guarda Municipal, de 300 para 830 agentes, e a implantação do sistema de monitoramento do Cisp, que conta com cerca de 800 câmeras. Do total, 120 são equipamentos de cercamento eletrônico capazes de identificar veículos roubados, furtados, clonados ou relacionados a crimes. O centro reúne guardas municipais, policiais civis e policiais militares, que compartilham informações para apoiar investigações e operações. Desafio local Apesar dos resultados, o roubo de veículos permanece como o principal ponto de atenção. Em junho, o comandante do 12º BPM (Niterói), coronel Júlio Cesar da Silva, classificou o crime como o “calcanhar de Aquiles” da segurança pública no município. Em maio, os registros cresceram 10% na comparação com o mesmo mês de 2025, puxados por uma alta de 75% no Fonseca e no entorno. O bairro registrou 14 roubos de veículos no período. Apesar da alta recente, o chefe do Observatório de Segurança Pública de Niterói, Luciano Avelar, afirmou que os números de roubos de veículos estão muito abaixo dos registrados antes da implantação do cercamento eletrônico.
Segunda fase do Pacto contra Violência em Niterói mira roubos e homicídios
Etapa prevê ampliação do monitoramento, reforço da segurança e programas de prevenção voltados para jovens e mulheres
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