País enfrenta o maior número de casos da enfermidade altamente contagiosa em mais de três décadas, em meio à queda das taxas de vacinação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A médica Jessica Early segura um frasco da vacina combinada contra sarampo, caxumba e rubéola na Prisma Health Pediatrics, em Greer, Carolina do Sul, em 18 de março de 2026 — Foto: AP Foto/Mary Conlon/Arquivo Dois moradores da Pensilvânia morreram de sarampo, informaram autoridades de saúde nesta terça-feira, nas primeiras mortes pela doença registradas neste ano nos Estados Unidos, que enfrentam o maior número de casos da enfermidade altamente contagiosa em mais de três décadas, em meio à queda das taxas de vacinação. As duas pessoas eram moradoras não vacinadas do condado de Lancaster, segundo o Departamento de Saúde da Pensilvânia, que não divulgou mais detalhes por questões de privacidade. A Pensilvânia está entre os Estados mais atingidos neste ano, com 393 casos de sarampo registrados até agora em 28 condados. O condado de Lancaster, no sudeste do Estado, contabilizou 185 casos, mas essas foram as primeiras mortes por sarampo registradas na Pensilvânia em 35 anos. Os Estados Unidos registraram até agora 2.777 casos confirmados neste ano de uma doença que havia sido praticamente erradicada no país, reflexo da queda das taxas de vacinação e das políticas adotadas pelo secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., que há décadas atua para desencorajar o uso de vacinas. Ele e o presidente Donald Trump, que no início deste mês assinou uma ordem executiva pedindo a redução do número de vacinas recomendadas para crianças, têm promovido uma associação entre vacinas e autismo há muito desacreditada, contrariando evidências científicas consolidadas. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. O secretário de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (HHS), Robert F. Kennedy Jr., fala durante um evento do presidente Donald Trump para a assinatura de uma ordem executiva sobre flexibilização das vacinas, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, em 10 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Kylie Cooper Queda nas taxas de vacinação Taxas de vacinação de 95% ou mais podem impedir surtos ao criar o que é conhecido como imunidade coletiva, que protege também pessoas que não podem ser vacinadas. Duas doses da vacina tríplice viral, contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR, na sigla em inglês), oferecem proteção de 97% contra o vírus. As crianças normalmente recebem a primeira dose entre 12 e 15 meses de idade e a segunda entre 4 e 6 anos. Segundo dados do Departamento de Saúde da Pensilvânia referentes ao ano letivo de 2025-2026, 93,2% das crianças em idade de frequentar o jardim de infância no Estado haviam recebido as duas doses exigidas da vacina MMR, abaixo dos 93,7% registrados no ano letivo de 2024-2025. No condado de Lancaster, 87,6% das crianças do jardim de infância receberam as duas doses exigidas da vacina MMR durante o ano letivo de 2025-2026. “Como o sarampo foi praticamente eliminado no Estado por mais de três décadas, as pessoas não estão familiarizadas com essa doença e não compreendem plenamente a gravidade que ela pode ter”, afirmou a secretária de Saúde da Pensilvânia, Debra Bogen. O número de casos de sarampo nos Estados Unidos em 2026 é o maior registrado em um único ano desde o grande ressurgimento da doença entre 1989 e 1991, quando foram contabilizadas 55 mil infecções e 123 mortes. Vacinas tríplices virais (MMR), contra sarampo, caxumba e rubéola, são armazenadas em um refrigerador médico em Spartanburg, Carolina do Sul, EUA, em 6 de fevereiro de 2026 — Foto: REUTERS/Jayla Whitfield-Anderson/Foto de arquivo
Pensilvânia registra primeiras mortes por sarampo nos EUA neste ano
País enfrenta o maior número de casos da enfermidade altamente contagiosa em mais de três décadas, em meio à queda das taxas de vacinação














