Equipamento é projetado para ser a última alternativa em emergências; aeronave teve princípio incêndio ainda em voo e pegou fogo após atingir o solo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Queda de ultraleve em Serra Azul: paraquedas da aeronave evita tragédia após pane e princípio de incêndio — Foto: Divulgação/Bombeiros de MG O acionamento do paraquedas balístico evitou que um avião ultraleve, que caiu na manhã desta terça-feira (25), em uma área de mata no município de Serra Azul, em Minas Gerais, resultasse em tragédia maior. Ao ser acionado pelo piloto, o dispositivo de emergência permitiu um pouso controlado. O paraquedas balístico é utilizado somente em situações extremas, quando a aeronave está sem controle e em queda, ou quando entra em pane. O piloto, nesses casos, precisa agir rapidamente e acionar o equipamento. Quando o piloto identifica a emergência e recorre ao paraquedas balístico, ele puxa uma alavanca vermelha de emergência, localizada no teto da cabine. O dispositivo é projetado para abarcar toda a aeronave, não só os passageiros. O equipamento é integrado, normalmente, na parte traseira da cabine do avião e deve ser acionado manualmente. Quando acionado pelo piloto, o dispositivo é ejetado com um pequeno foguete e infla em segundos, permitindo que a velocidade da queda seja reduzida ao ponto do piloto conseguir realizar o pouso de emergência. Em cerca de 1,5 segundo, um paraquedas do tamanho da aeronave sai e permite que o piloto tenha controle novamente sobre o avião, até conseguir realizar um pouso de emergência. No Brasil, os dispositivos são oferecidos por diversas empresas. Queda de ultraleve em Serra Azul Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), a aeronave realizava um voo intermunicipal, possivelmente com destino a manutenção, quando apresentou uma pane. O problema teria provocado uma pequena explosão seguida de princípio de incêndio ainda em voo, às 7h53. Diante da situação, o piloto, um homem de 29 anos, acionou o sistema de paraquedas da própria aeronave. O equipamento soltou fumaça durante a queda do avião, mas o pouso de emergência foi realizado na mata. O avião permaneceu em chamas após atingir o solo, as pessoas que presenciaram a queda retiraram o piloto em segurança do local, ele era o único ocupante da aeronave. Segundo os bombeiros, o piloto, que foi resgatado consciente e orientado, negou ter sofrido forte impacto contra o solo e não apresentava queixas de dor ou escoriações. Ele foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Mateus Leme. O Corpo de Bombeiros informou que está no local e que a situação está controlada. Equipes do Arcanjo (aeronave de resgate do CBMMG) e do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) também foram deslocadas para apoiar a ocorrência. As causas da pane que teria originado a explosão e o princípio de incêndio ainda serão apuradas. *Estagiária sob supervisão de Alfredo Mergulhão