Dermatologista da JK Estética Avançada explica os fatores envolvidos na recorrência e os cuidados que ajudam a manter a pele uniforme 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Melasma pode voltar? Entenda por que as manchas reaparecem após o tratamento — Foto: Magnific As manchas escuras são o sinal mais conhecido do melasma, mas o que aparece na pele é apenas parte de uma condição que envolve diferentes processos. De caráter crônico e influenciado por múltiplos fatores, o quadro pode melhorar com o tratamento e voltar a se manifestar posteriormente. Por isso, controlar a pigmentação não significa apenas buscar o clareamento das áreas afetadas, mas também reduzir os fatores que favorecem novas crises. A produção excessiva de melanina é um dos mecanismos envolvidos, mas não o único. Inflamação, alterações nos vasos sanguíneos, danos à estrutura que separa a epiderme da derme e estresse oxidativo também podem participar do desenvolvimento e da persistência do melasma. Essa combinação ajuda a explicar por que a resposta ao tratamento varia tanto de uma pessoa para outra. A dermatologista Patrícia Janiuzelli Cobianchi, da JK Estética Avançada, explica que essa variedade de mecanismos torna a avaliação individual importante. "O melasma não deve ser tratado olhando apenas para a mancha que aparece na superfície. Existem diferentes mecanismos envolvidos e é justamente por isso que o tratamento precisa ser combinado e individualizado", afirma. Na prática, o planejamento leva em conta características da pele, extensão e intensidade da pigmentação, histórico do paciente e experiências anteriores com tratamentos. Em muitos casos, diferentes abordagens são associadas para atuar sobre aspectos distintos do quadro. Entre os cuidados mais importantes está a fotoproteção. A exposição à radiação pode intensificar a pigmentação e contribuir para o reaparecimento das manchas, inclusive depois de um período de melhora. Por isso, o uso regular de protetor solar faz parte não apenas da fase de tratamento, mas também da manutenção. "Um erro comum é achar que, depois que a mancha clareou, o tratamento terminou. No melasma, a manutenção é uma parte muito importante porque estamos falando de uma condição com tendência a voltar", diz Patrícia. A rotina de cuidados em casa também pode complementar esse processo. Produtos com ação despigmentante são escolhidos de acordo com as características de cada pele, sempre considerando a possibilidade de irritação. O excesso de ativos ou o uso inadequado de substâncias pode desencadear inflamação e, consequentemente, dificultar o controle da pigmentação. Em alguns casos, suplementos fotoprotetores podem ser considerados como parte do tratamento, mas não substituem o protetor solar aplicado sobre a pele. Sua utilização depende da avaliação individual e deve ser entendida como complemento às demais medidas. Melasma: dermatologista explica por que as manchas podem reaparecer — Foto: Magnific Os procedimentos realizados em consultório são outra possibilidade. Peelings químicos, técnicas de drug delivery, lasers e outras tecnologias podem ser utilizados conforme as características do quadro. A escolha do recurso e da intensidade, porém, é determinante para evitar efeitos indesejados. Isso porque uma agressão excessiva à pele pode desencadear hiperpigmentação pós-inflamatória, especialmente em pessoas predispostas. Nesse contexto, um procedimento mais intenso não necessariamente produz um resultado melhor. "Precisamos avaliar muito bem quando indicar um procedimento e qual recurso utilizar. No melasma, provocar uma resposta inflamatória exagerada pode piorar justamente aquilo que estamos tentando controlar", ressalta a dermatologista. O acompanhamento também ganha importância depois que as manchas clareiam. Como a condição pode apresentar novas fases de atividade, a rotina de fotoproteção e os cuidados tópicos podem ser mantidos por períodos prolongados, com ajustes de acordo com a resposta da pele. Essa abordagem contínua permite identificar mudanças logo no início e adaptar o tratamento antes que a pigmentação se intensifique novamente. Também ajuda a evitar um ciclo comum: interromper todos os cuidados diante da melhora e retomar a busca por tratamento apenas quando as manchas voltam a incomodar. Mais do que eliminar definitivamente a pigmentação, o objetivo é manter o quadro sob controle ao longo do tempo. "Não estamos falando de fazer um procedimento e esquecer o problema. O objetivo é conseguir controlar o melasma, manter a pele estável e escolher estratégias que possam ser sustentadas ao longo do tempo", conclui Patrícia.
Melasma: por que as manchas voltam mesmo depois do tratamento?
Dermatologista da JK Estética Avançada explica os fatores envolvidos na recorrência e os cuidados que ajudam a manter a pele uniforme








