Dermatologista da JK Estética Avançada explica como a menor exposição solar pode favorecer a recuperação após alguns procedimentos, mas alerta que os cuidados continuam durante todo o ano 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Temperaturas mais baixas favorecem os tratamentos de pele? Dermatologista esclarece — Foto: Magnific A ideia de que os meses frios seriam o momento ideal para investir em lasers, peelings e outros procedimentos dermatológicos se tornou comum entre pacientes que buscam melhorar manchas, textura e sinais do envelhecimento. Mas, ao contrário do que muita gente acredita, não é a temperatura mais baixa que potencializa esses tratamentos: o principal fator está na menor exposição solar, que pode favorecer o período de recuperação da pele. "O inverno não faz o laser ou o peeling funcionarem melhor. O que acontece é que, nessa época do ano, o paciente normalmente consegue reduzir a exposição ao sol, o que diminui o risco de complicações durante a recuperação e facilita o cumprimento das orientações médicas", explica a dermatologista Patrícia Janiuzelli Cobianchi, da JK Estética Avançada. Após alguns procedimentos, a pele passa por um processo de renovação que pode envolver vermelhidão, sensibilidade, descamação e, em alguns casos, inchaço. Durante esse período, a barreira cutânea fica temporariamente mais vulnerável, e a exposição inadequada aos raios solares pode favorecer o surgimento de manchas e interferir na cicatrização. Entre os tratamentos mais associados ao inverno estão os lasers voltados para rejuvenescimento, melhora da textura, redução de cicatrizes de acne e tratamento de manchas. Essas tecnologias estimulam a produção de colágeno, proteína responsável pela sustentação da pele, mas o tempo de recuperação varia de acordo com a técnica utilizada e as características de cada paciente. "O período após a aplicação é tão importante quanto a própria sessão. Muitas vezes, o resultado depende diretamente dos cuidados adotados pelo paciente nas semanas seguintes, principalmente em relação ao uso correto do protetor solar e à redução da exposição ao sol", afirma a médica. Os peelings químicos também costumam ser procurados durante os meses mais frios. O tratamento utiliza ácidos em concentrações específicas para estimular a renovação das camadas superficiais da pele e pode ser indicado para diferentes queixas, como manchas, acne, cicatrizes superficiais, linhas finas e poros dilatados. A intensidade do procedimento, porém, varia conforme a necessidade de cada pessoa. Enquanto alguns peelings provocam apenas uma descamação discreta, outros alcançam camadas mais profundas e exigem um período maior de recuperação. "Não existe um tratamento que seja ideal para todas as pessoas. Antes de definir qualquer protocolo, avaliamos fatores como o tipo de pele, o histórico de manchas, a rotina de exposição solar, doenças pré-existentes e as expectativas do paciente. Essa avaliação individualizada é essencial para garantir segurança e bons resultados", destaca Patrícia. Quem convive com melasma também costuma aproveitar a estação para reorganizar os cuidados com a pele. Embora a menor incidência de sol possa facilitar o controle das manchas, a condição exige atenção contínua durante todo o ano. "O melasma é uma condição crônica. Alguns procedimentos podem fazer parte do tratamento, mas eles precisam estar associados ao uso diário de protetor solar, cosméticos adequados e acompanhamento médico. O inverno ajuda no planejamento, mas não impede que as manchas retornem se esses cuidados forem abandonados", observa. Além dos lasers e peelings, tratamentos voltados ao estímulo de colágeno podem ser realizados nesse período, principalmente aqueles que demandam uma recuperação mais cuidadosa. Ainda assim, nem todos os procedimentos dependem da estação para serem feitos. Lasers, peelings e outros procedimentos costumam ser indicados durante o inverno — Foto: Divulgação JK Estética Avançada Aplicações de toxina botulínica, preenchimentos, bioestimuladores de colágeno e outros tratamentos injetáveis podem ser realizados ao longo do ano, desde que haja indicação adequada e que o paciente siga as recomendações após cada sessão. Outro ponto que costuma gerar dúvidas é a relação entre frio e proteção solar. Mesmo em dias nublados ou com temperaturas mais baixas, a radiação ultravioleta continua presente e pode afetar a recuperação da pele. "O inverno oferece condições favoráveis para alguns procedimentos porque facilita a recuperação da pele, mas ele não garante resultados sozinho. O sucesso do tratamento depende de um diagnóstico correto, da escolha da técnica mais indicada, da experiência do profissional e, principalmente, do comprometimento do paciente com todos os cuidados recomendados após o procedimento", conclui a dermatologista.
Laser, peeling e mais: por que o inverno virou a temporada dos tratamentos de pele
Dermatologista da JK Estética Avançada explica como a menor exposição solar pode favorecer a recuperação após alguns procedimentos, mas alerta que os cuidados continuam durante todo o ano






