Álvaro Malaquias Santa Rosa é conhecido pelo perfil violento. Com 79 anotações criminais, responde a 26 processos no Tribunal de Justiça do estado, mas nunca foi preso 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, chefe do Terceiro Comando Puro (TCP) está à frente do tráfico no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio — Foto: Reprodução Considerado um dos traficantes mais procurados do Rio, Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão é conhecido pelo perfil violento. O criador do Complexo de Israel tem 79 anotações criminais e responde a 26 processos no Tribunal de Justiça do estado, mas nunca foi preso. Além de ordenar homicídios e cobrar taxas de comerciantes, Peixão, que diz ser evangélico, é acusado de intolerância religiosa. Denúncias afirmam que ele chegou a proibir o uso de branco pelos moradores e destruiu terreiros nas favelas em que domina. Para marcar seu território, o criminoso costuma usar a bandeira de Israel e frases da Bíblia pintadas nos muros. Na Cidade Alta, o topo de uma caixa d'água ostentava uma Estrela de Davi em néon, símbolo do domínio do criminoso. A estrela foi derrubada em março de 2025 durante uma operação das polícias Civil e Militar no complexo. Os donos do crime: Peixão comanda o Complexo de Israel com perfil violento Em julho de 2020, o criminoso criou o "Complexo de Israel" nome que deu ao conjunto de favelas onde o tráfico de drogas é comandado por ele. Inclui Cidade Alta, Parada de Lucas, Vigário Geral, Cinco bocas e Pica-Pau. Além destas favelas, Peixão também domina territórios de comunidades em Nova Iguaçu e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O traficante gosta de ser chamado por seus comparsas como Aarão, nome citado na Bíblia como irmão mais velho do profeta Moisés. Para marcar território onde mantém domínio, costuma usar símbolos como a bandeira de Israel e a Estrela de Davi. O poder bélico do traficante também chama a atenção da polícia. Em maio de 2023, durante uma operação, policiais civis apreenderam armamento em valor estimado em mais de R$ 1 milhão na favela Parada de Lucas. Entre as armas apreendidas, duas chamaram a atenção dos agentes. Uma metralhadora. 50 e outra.30. Elas podem fazer disparos que perfuram a blindagem de veículos e podem até derrubar aeronaves. Na ocasião, além das metralhadoras, foram apreendidos 15 fuzis, milhares de balas de vários calibres, e 21 granadas. Apesar de integrar a cúpula do TCP, Peixão costuma ter autonomia para chefiar o tráfico nas comunidades que controla os territórios, sem sofrer interferências da facção criminosa. Segundo a polícia, o bandido já chegou a ficar escondido fora do Rio, em Santa Catarina, usando documentos falsos. Em 2017, para escapar de cerco policial, após rechaçar uma tentativa de invasão de uma facção rival à Cidade Alta, Peixão teria sido o responsável por ordenar a queima de veículos para dificultar o deslocamento de viaturas. Na ocasião, nove ônibus foram queimados e dois caminhões incendiados em vias expressas como a Avenida Brasil, Linha Vermelha e a Rodovia Washington Luís. Por conta do tumulto, o traficante conseguiu fugir.