Hoje, o Castelo de Stirling, situado na Escócia, é um destino turístico. Mas em 1304 era uma zona de guerra. Foram anos de combates intermitentes até que os ingleses o tomassem durante um cerco violento. Agora, uma nova pesquisa sugere que um dos esqueletos destroçados nessa batalha pode ser o da primeira vítima confirmada de uma espécie de catapulta conhecida como trabuco.

Os extensos ferimentos constatados no esqueleto 150, como é chamado pelos arqueólogos, levaram à conclusão de que os ossos provavelmente foram quebrados pelo impacto de alta velocidade e grande força de um projétil de trabuco. A descoberta foi apresentada no 25º encontro da Associação de Paleopatologia, realizado no início deste mês em Berlim.

"Eu estava juntando todas as peças e me perguntando: ‘Bem, o que estava acontecendo no Castelo de Stirling medieval que pudesse explicar isso?’", afirmou a antropóloga Jo Buckberry, da Universidade de Bradford (Inglaterra), que apresentou a descoberta. "A resposta óbvia é o uso dos trabucos."

A resposta pode parecer óbvia hoje, mas se passaram décadas entre a descoberta do esqueleto 150 e a determinação de sua causa de morte.

O material foi escavado em 1997, quando a Historic Environment Scotland, órgão responsável pela preservação dos locais históricos do país, executava obras de restauração no castelo. O esqueleto 150, junto com vários outros, foi encontrado sob o piso da capela real.