Pela primeira vez, uma operação policial no Rio é oficialmente divulgada como uma resposta à perseguição religiosa 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Peixão — Foto: Reprodução A justificativa oficial para as ofensivas contra as áreas do traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão, soa como novidade: pela primeira vez, uma operação policial no Rio é oficialmente divulgada como uma resposta à perseguição religiosa. Mas o que está em jogo nessa ação vai além da proteção de terreiros e igrejas. Há uma explicação estratégica por trás do enquadramento escolhido pela Polícia Militar, leia-se governo do Rio. O artigo 2º da Lei Antiterrorismo (13.260/2016) classifica como terrorismo atos motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou religião, com o objetivo de provocar terror social. Os donos do crime: Peixão comanda o Complexo de Israel com perfil violento Não é detalhe técnico: é a porta de entrada para tratar Peixão e o Terceiro Comando Puro (TCP) como nenhuma facção brasileira jamais foi tratada oficialmente: como terroristas, de acordo com a lei nacional. Em maio, o Departamento de Estado americano classificou o PCC e o Comando Vermelho como terroristas globais, e o governo brasileiro reagiu apontando risco à soberania nacional. Enquanto Brasil e EUA discutem quem define o que é terrorismo, fica a pergunta: o que muda, na prática, para quem convive hoje com a imposição religiosa nas terras de Peixão?
Análise: operação vai além da proteção de terreiros e igrejas
Pela primeira vez, uma operação policial no Rio é oficialmente divulgada como uma resposta à perseguição religiosa







