Uma dor que surge de repente, um sintoma fora do comum ou uma palavra desconhecida no resultado de um exame podem ser suficientes para despertar a curiosidade. Nesses casos, o primeiro impulso é buscar respostas na internet. De acordo com o Google, uma em cada 20 pesquisas realizadas na plataforma está relacionada à saúde. Embora esse acesso facilite a busca por informações, também pode levar a interpretações equivocadas, já que nem tudo o que está na rede é seguro ou tem respaldo científico.
“Na prática médica, é cada vez mais frequente receber pacientes que chegam ao consultório já com uma hipótese diagnóstica formulada a partir de pesquisas online. Em muitos casos, a busca por informações acaba aumentando a ansiedade. Isso porque sintomas simples podem ser associados, nos mecanismos de busca, a doenças graves, levando o paciente a acreditar que enfrenta um problema muito mais sério do que realmente apresenta”, alerta a médica e coordenadora do CTI do Hospital Badim, Inês Bissoli.
Riscos do autodiagnóstico
Os riscos do autodiagnóstico vão além da preocupação excessiva. “Acreditar em informações incorretas pode levar ao atraso na procura por atendimento médico e, consequentemente, no início do tratamento adequado”, alerta a médica.






