Os Estados Unidos retiraram a Síria da lista de países patrocinadores do terrorismo nesta segunda-feira (24), eliminando o que Damasco afirma ser o último grande entrave aos investimentos no país.
A medida, publicada no site do Departamento do Tesouro americano, entrou em vigor após um período de análise de 45 dias pelo Congresso, iniciado quando o presidente Donald Trump notificou os parlamentares, em 8 de julho, de sua intenção de revogar a designação.
"Todas essas medidas foram tomadas em reconhecimento às ações positivas adotadas e aos compromissos adicionais assumidos pelo governo sírio, sob a Presidência de Ahmed al-Sharaa, de afastar completamente a Síria de atos de terrorismo internacional", escreveu o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em comunicado.
O ministro das Relações Exteriores da Síria, Asaad al-Shibani, disse à agência Reuters no sábado (22) que o governo esperava que a retirada do que chamou de "último obstáculo" ajudasse a reconectar o país ao sistema financeiro global e a impulsionar a economia. "Não há mais nenhum obstáculo para investir, fazer negócios e reconstruir a vida econômica na Síria", afirmou.
A Síria figurava na lista desde 1979, quando a Casa Branca acusou o então líder, Hafez al-Assad, de apoiar grupos terroristas. A designação permaneceu durante todo o regime de seu filho, Bashar al-Assad, derrubado em dezembro de 2024 por rebeldes liderados por Sharaa.











