Carteira de crédito bateu R$ 31,942 bi, crescimento de 14% em três meses e de 99% em um ano; fintech chegou a 70,4 milhões de clientes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Para o PicPay, indicadores econômicos apontam para um 2027 com mercado de trabalho ainda forte e crescimento do PIB perto de 1,5% — Foto: Reprodução O PicPay teve lucro ajustado de R$ 283 milhões no segundo trimestre de 2026, com alta de 67% ante o primeiro trimestre e de 135% no mesmo período do ano passaado. A receita líquida foi de R$ 4,1 bilhões, com expansão de 17% e 67%, na mesma base de comparação. A fintech chegou a 70,4 milhões de clientes, com expansão de 3% e 10%, respectivamente. O lucro superou o “guidance” (projeção) que o próprio PicPay tinha dado para o segundo trimestre, que era de R$ 245 milhões. Já a projeção para a receita era de R$ 3,6 bilhões. A carteira de crédito bateu R$ 31,942 bilhões, um crescimento de 14% em três meses e de 99% em um ano. A inadimplência subiu para 9,8% no segundo trimestre, de 8,9% no primeiro e de 4,1% no segundo trimestre do ano passado. Já o índice de atrasos de curto prazo (15 a 90 dias) ficou em 7,5%, de 8,4% e 7,0%. “Os resultados do segundo trimestre refletem a continuidade de um trabalho sólido, baseado em crescimento com rentabilidade, disciplina financeira e aprofundamento do relacionamento com os clientes”, afirma Eduardo Chedid, CEO do PicPay. A receita média por cliente ativo (ARPAC) atingiu R$ 92,0 no trimestre, crescimento de 52% em relação ao mesmo período do ano anterior e mais de quatro vezes superior ao custo de servir, de R$ 21,3. O vice-presidente financeiro, André Cazotto, comentou que o aumento da inadimplência reflete, principalmente, a maturação natural de safras anteriores, efeitos sazonais e estratégia de risco incremental intencional, com intuito de acelerar o crescimento e em linha com os fundamentos de crédito e retorno ajustado pelo risco. "Não vemos nenhum sinal de deterioração da qualidade da carteira, pelo contrário, os créditos em estágio 3, que são os mais estressados, finalizaram o segundo trimestre praticamente estáveis em 12,9%." Segundo ele, a tendência é que, ao longo do tempo, a inadimplência convirja para um patamar parecido com o do crédito em estágio 3. Sobre o cenário para 2027, Chedid afirma que os indicadores econômicos apontam para um mercado de trabalho ainda forte e crescimento do PIB perto de 1,5%. "Pode ser um pouco mais ou um pouco menos, mas acreditamos que qualquer acomodação vai ser progressiva, não abrupta. Obviamente que estamos fazendo tudo de maneira muito cautelosa".