Eleições 2026

A eleição de 2026 conta com a maior proporção de candidatos ostensivamente à direita da Nova República. Os quatro competidores de Lula com melhor desempenho nas pesquisas – Ronaldo Caiado, Renan Santos, Romeu Zema e Augusto Cury – reivindicam pautas, discursos e uma identidade frontalmente oposta à esquerda. Não se trata apenas de um efeito colateral da candidatura do PT à reeleição. Em outros pleitos, havia a disputa por certo centro, distinto das opções competitivas mais à direita e à esquerda, caso das candidaturas de Marina Silva, Simone Tebet, Ciro Gomes, dentre outros. Na atual disputa, a luta é por encarnar aquele que seria mais capaz de derrotar a esquerda e consolidar uma virada ideológica à direita iniciada após 2013 ou 2015.

Esvaziado e com pouco impacto para o enredo da eleição, o primeiro debate presidencial, organizado pela Rede Bandeirantes, serviu para demonstrar que, em meio às semelhanças, há diferenças de estilo e estratégia entre os candidatos nanicos da direita. A disputa hoje é pelo surgimento de uma terceira candidatura relevante, já que estão praticamente definidos os dois nomes mais votados em outubro. Caiado, Santos e Cury lutam, portanto, para saírem com uma melhor imagem, que lhes traga capital político após o pleito. Neste esforço, eles adotaram estratégias distintas.