Governo relaciona aumento de acidentes ao calor extremo e alerta para riscos em rios, canais e piscinas particulares 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Pessoas pulam no Canal Saint-Martin durante uma onda de calor na França, em Paris — Foto: Ludovic MARIN / AFP A França registrou 301 mortes por afogamento desde 19 de junho, número 14% maior que o registrado no mesmo período de 2025. A ministra dos Esportes e da Juventude, Marina Ferrari, classificou o resultado como um “saldo trágico” e associou o aumento às ondas de calor prolongadas que atingiram o país. Segundo Ferrari, parte das vítimas entrou na água para tentar se refrescar durante os períodos de temperaturas elevadas, muitas vezes em locais sem autorização ou supervisão para banho. — Muitos acidentes fatais ocorreram em áreas que não são autorizadas ou supervisionadas para banho — afirmou Ferrari à BBC. Piscinas particulares e águas abertas A ministra afirmou que parte dos casos ocorreu em “águas abertas, em canais, por exemplo”. Ela também chamou atenção para os afogamentos em piscinas particulares, principalmente entre idosos. — Muitos afogamentos, particularmente entre idosos, ocorreram em piscinas particulares — disse Ferrari. A ministra já havia alertado em junho que muitas pessoas estavam recorrendo a rios e canais para escapar do calor sem necessariamente considerar os riscos envolvidos. Segundo Ferrari, a entrada repentina em água mais fria durante um dia de calor pode provocar um choque. Em outras situações, as altas temperaturas podem levar as pessoas a ultrapassar seus próprios limites físicos. Governo quer tornar áreas de banho mais seguras Diante do aumento dos acidentes, Ferrari afirmou que o governo trabalha com autoridades regionais para melhorar as condições dos locais utilizados para banho. — Para melhorar as áreas de banho e tornar as coisas mais seguras — afirmou a ministra. A medida busca reduzir os riscos em pontos que passaram a ser utilizados para banho durante os períodos de calor. Calor extremo atinge a Europa A França, assim como Espanha e Itália, foi atingida por ondas de calor durante um período também marcado por grandes incêndios florestais, que destruíram milhares de hectares nos três países. O cenário ocorre em meio ao aumento das temperaturas associado às mudanças climáticas. A Europa é apontada como o continente que mais rapidamente aquece e, segundo o serviço de clima Copernicus, a velocidade de aquecimento do continente é duas vezes maior que a média global.