Rachel Cusk está em um quarto banhado pelo sol em sua casa na costa oeste da França, falando sobre seu novo romance.
A autora não pretendia ter esta conversa sobre o livro "Life of M" (a vida de M, ainda sem previsão no Brasil), mas outras pessoas têm muito a dizer —sobre se "M" seria, na verdade, Natalie Portman e se, ao escrever sobre uma atriz que se parece tanto com uma celebridade real, ela teria cometido algum tipo de traição artística.
Agora, Cusk entrou em uma videochamada para se explicar, embora preferisse não ter que fazer isso. A escritora parece perplexa e um tanto aflita por se ver sob os duros holofotes da fama e em meio ao tipo de frenesi sensacionalista que ela mesma evoca no romance, cuja trama é sobre uma autora que escreve sobre uma atriz famosa.
"É muito estressante pensar que essas coisas estão acontecendo", diz ela sobre o turbilhão de fofocas em torno do livro. "Isso está arrastando o romance que criei para uma espécie de tribunal ou disputa factual", acrescentou.
"O que fiz pertence muito mais a um mundo em que a fama e essas pessoas tão conhecidas —e, ao mesmo tempo, tão desconhecidas—fazem parte da consciência contemporânea", diz. "Se meu trabalho não é entrar em áreas inexploradas da consciência contemporânea, então não sei qual é."











