Há anos os cientistas sabem que a atividade física regular pode ajudar a reduzir o risco de demência. Mas um novo estudo, com pesquisadores do Brasil, Estados Unidos e Finlândia e capitaneado pela USC (University of Southern California), sugere que não é apenas a quantidade, mas também o contexto da atividade — se realizada no trabalho ou no lazer — faz diferença.

Realizamos uma metanálise com mais de 4,2 milhões de pessoas e constatamos que o exercício praticado no tempo livre — atividades como caminhar, pedalar, correr, nadar ou praticar esportes — está associado a um risco substancialmente menor de demência.

Em contraste, a atividade física realizada como parte do trabalho parece estar associada a um risco maior de desenvolver a doença.

Ciclista pedala perto do parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo - Adriano Vizoni - 3.mar.21/Folhapress

Resultados paradoxais