Para além da disputa de votos, as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), principais candidatos à Presidência, se dedicam a ajustes de rota para ora contornar, ora explorar investigações, decisões e escândalos que atravessam o xadrez eleitoral neste ano.
Fora do alcance dos candidatos, ações da Polícia Federal e de ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), assim como antigas tensões entre os Poderes, têm sido as maiores responsáveis pelas movimentações do tabuleiro, que pendeu primeiramente a favor do petista e mais recentemente em benefício de Flávio.
Montagem com o presidente Lula (PT) durante evento no Planalto em julho o e o senador Flávio Bolsonaro (PL) durante evento de campanha em junho - Sergio Lima e Evaristo Sá/AFP
Até agora, cada oponente se viu no centro de ao menos um escândalo com origem em investigações da PF autorizadas por ministros do STF. Em maio, foram reveladas pelo Intercept Brasil as mensagens entre Flávio e Daniel Vorcaro sobre o filme "Dark Horse", que amarraram o bolsonarista ao caso do Banco Master.
Neste mês, a Folha mostrou que a PF investiga Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suspeita de tráfico de influência por atuar ao lado da lobista Roberta Luchsinger em busca de contratos com o governo federal. Ela é investigada também por sua conexão com o chamado Careca do INSS, de outro caso ruidoso, o dos descontos fraudulentos nas aposentadorias, do qual a campanha petista quer distância.








