Sob o comando de Enzo Maresca e sem antigos pilares do time, clube estreia no Campeonato Inglês neste domingo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Enzo Maresca no comando do Manchester City durante amistoso contra a Inter de Milão — Foto: May James/AFP Por uma década, o Manchester City entrou na Premier League sempre entre os candidatos, quando não como favorito, ao título da competição. Agora sob o comando de Enzo Maresca, os Citizens vivem um início de temporada cercado de incertezas e buscam uma nova vida sem o técnico Pep Guardiola e três pilares da era mais vitoriosa do clube: Rodri, Bernardo Silva e Stones. O primeiro desafio no Campeonato Inglês é neste domingo, às 10h, contra o Bournemouth, do brasileiro Rayan, no Etihad Stadium. Disney+ e CazéTV transmitem o confronto. Guardiola encerrou em maio uma passagem que transformou o City em potência do futebol inglês — foram seis títulos da Premier League, uma Liga dos Campeões e 20 troféus no período. Rodri foi vendido ao Barcelona, enquanto Stones e Bernardo Silva saíram de graça para Inter de Milão e Real Madrid, respectivamente. A diretoria do City sabe que a mudança foi brusca, mas a expectativa interna é de que o clube siga na briga pelos títulos da temporada. — A base do elenco acabou, sem contar que também não existe mais o Guardiola. As decisões da direção praticamente absolvem o Maresca. Na primeira temporada, ele perde as lideranças do vestiário. Fica apenas o Rúben Dias. Ele vai ter que construir uma nova filosofia e descobrir quem serão os líderes de um novo time — apontou Mário Marra, comentarista da ESPN. Além de perder os três pilares, o clube inglês também vendeu peças importantes, como Reijnders, ao Al-Qadsiah, Akanji, à Inter de Milão, e Aké, ao Fenerbahçe, e está perto de concluir as vendas de Savinho e Omar Marmoush ao Tottenham. Até o momento, a única contratação foi o volante Elliot Anderson, vindo do Nottingham Forest. Para piorar, a primeira partida oficial da nova era não ajudou a diminuir a desconfiança dos torcedores. O City perdeu por 3 a 0 para o Arsenal na Supercopa da Inglaterra, em um jogo no qual a equipe de Maresca encontrou dificuldades para reagir à superioridade do adversário. Apesar do início promissor de carreira, com os títulos da Copa do Mundo de Clubes e da Conference League pelo Chelsea, Maresca inevitavelmente passará por um período de comparações com Guardiola. Auxiliar do espanhol entre 2022 e 2023 no City, o italiano de 46 anos foi escolhido justamente para manter o estilo de jogo de Guardiola e já deixou claro que não pretende jogar fora o legado que recebeu. — Maresca chega ao City sem ter um décimo do que o Guardiola já tinha construído em termos de reputação quando chegou ao clube após treinar o Barcelona e o Bayern de Munique. É uma mudança muito radical. Acho que vai ser muito difícil ser competitivo no curto prazo — destacou Carlos Eduardo Mansur, comentarista do SporTV e colunista do GLOBO. Apesar das grandes mudanças, o Manchester City tem a seu favor o poderio financeiro — é gerido pelo Abu Dhabi United Group, cujo proprietário é o sheik Mansour bin Zayed, membro da família real de Abu Dhabi — para repor as saídas e corrigir a rota, se necessário. — Eu não espero ver o City campeão. Acho que irá lutar por uma vaga na Liga dos Campeões — aposta Marra. Apenas o tempo dirá se os Citizens construíram uma estrutura capaz de sobreviver sem suas principais peças ou se terão de descobrir um novo caminho para seguir no topo do futebol inglês.
Após era de domínio com Guardiola, Manchester City recomeça cercado de incertezas
Sob o comando de Enzo Maresca e sem antigos pilares do time, clube estreia no Campeonato Inglês neste domingo













