Embarcação se dirigia à Itália e duas pessoas foram resgatadas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Embarcação transportava principalmente jovens, incluindo 7 membros da mesma família — Foto: Amine Mayoufi/ Pexels Pelo menos 13 pessoas estão desaparecidas após o naufrágio de um barco com migrantes na costa da Tunísia. A embarcação se dirigia à Itália e duas pessoas foram resgatadas, informou neste sábado (22) o líder de um grupo de defesa dos direitos dos migrantes. O barco, que partiu na madrugada de quinta-feira (20), transportava principalmente jovens, incluindo sete membros da mesma família, além de um homem e sua esposa grávida, informou à Reuters Mostafa Abdelkebir, diretor do Observatório Tunisiano dos Direitos Humanos. A rota do Mediterrâneo Central, partindo da costa norte-africana, é considerada uma das mais mortíferas do mundo, utilizada por migrantes da África e do Oriente Médio que buscam chegar à Europa, muitas vezes em barcos superlotados ou impróprios para navegar. Um dos dois sobreviventes contou às equipes de resgate que eles ficaram à deriva no mar por horas depois que a embarcação virou. O segundo sobrevivente estava em estado crítico, disse Abdelkebir, cuja organização monitora questões relacionadas à migração. O porta-voz da Guarda Nacional da Tunísia, Houssem Eddine Jebabli, disse que unidades da guarda costeira, apoiadas por uma aeronave e unidades navais, estavam realizando operações de busca pelos migrantes desaparecidos. Abdelkebir disse que quatro corpos foram recuperados, mas não foi possível confirmar se eram de pessoas que estavam no mesmo barco. A Tunísia já foi um importante ponto de saída para migrantes com o objetivo de cruzar o Mediterrâneo, mas as partidas caíram drasticamente nos últimos dois anos em meio a uma repressão e a controles marítimos mais rígidos, apoiados por financiamento europeu e equipamentos modernos de monitoramento de fronteiras, especialmente da Itália. A Human Rights Watch, a Anistia Internacional e dezenas de outras organizações de direitos humanos e humanitárias afirmaram em um comunicado no mês passado que o acordo de migração entre a UE e a Tunísia havia incentivado e normalizado graves abusos contra migrantes e requerentes de asilo na Tunísia. As organizações instaram a UE a suspender o financiamento de atividades relacionadas à migração e ao controle de fronteiras que envolvam as forças de segurança tunisianas. A Tunísia não se pronunciou sobre a declaração, mas tem afirmado repetidamente que está arcando com o peso de um grande influxo migratório. O presidente Kais Saied afirmou em 2023 que o influxo tinha como objetivo alterar a composição demográfica do país.