Um tubinho prata e verde com um creme que combina retinal e microagulhamento é uma das febres do momento nas redes sociais. Esse e outros produtos de k-beauty viraram itens de desejo, mas ainda causam dúvidas sobre para que servem e se são indicados para qualquer pele —sobretudo quando a lista de ingredientes e instruções de uso vêm em outro idioma.

O mercado de beleza da Coreia do Sul tem ganhado cada vez mais espaço no Brasil, guiado pela saúde da pele e o cuidado preventivo. Entre os fatores que o destacam estão a combinação de ingredientes funcionais, preços acessíveis e a atenção à experiência de uso, o que inclui textura e acabamento, avalia a cientista cosmética Juliana Pegos.

"A indústria sul-coreana tem uma velocidade de desenvolvimento grande e capacidade de transformar ingredientes, tecnologias e formatos em produtos muito fáceis de entender e desejar", diz. O segmento também é conhecido por criar cosméticos orientados por ingredientes, a exemplo da centella asiática e do PDRN [substância regeneradora derivada do DNA de salmão], ela completa.

Há, no entanto, algumas diferenças do k-beauty em relação ao skincare brasileiro. Uma delas é a quantidade de etapas na rotina: chegam a dez, com mais de uma fase de limpeza e hidratação. As coreanas incluem alguns itens pouco comuns por aqui, como essência, espuma de limpeza e máscara facial.