Em muitos destinos, a comprovação só é cobrada nas etapas de fixação, como a residência permanente ou a cidadania. Guia do GLOBO traz informações sobre 36 países para quem quer morar fora 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Viver pelo Mundo: ferramenta traz informações sobre 36 países para o brasileiro que pensa em morar fora — Foto: Arte / O GLOBO Esta reportagem faz parte do Guia Viver pelo Mundo, que reúne informações sobre 36 países como salários, vistos, segurança e custo de vida para quem quer morar fora. Acesse a ferramenta. Dominar o idioma local, ou pelo menos ter uma noção, costuma ser essencial para se integrar em um novo país, tanto no mercado de trabalho quanto no cotidiano. Mas nem sempre falar a língua é uma exigência formal logo na entrada. Em muitos destinos, a comprovação só é cobrada nas etapas de fixação, como a residência permanente ou a cidadania. Em outros, é condição para conseguir o visto. O guia da imigração Viver pelo Mundo detalha essas regras. Entenda como funciona nos principais destinos. Onde o idioma é exigido já para o visto Nos países de língua inglesa, a proficiência costuma ser condição para a imigração qualificada. No Canadá, inglês ou francês são exigidos em praticamente todas as categorias de residência permanente, com testes como IELTS, CELPIP, TEF ou TCF. Austrália e Nova Zelândia seguem a mesma lógica, exigindo o nível "competente" (em torno de IELTS 6.0) para vistos de trabalho qualificado, e notas mais altas rendem mais pontos na seleção. No Reino Unido, o inglês é formalmente cobrado em vários vistos de trabalho, na residência (ILR) e na cidadania, em geral no nível B1. Um caso à parte é o das profissões regulamentadas. Na Irlanda, por exemplo, não há teste obrigatório para o visto de trabalho geral, mas medicina e enfermagem exigem notas altas (IELTS 7.0 ou OET B). Para estudantes, a comprovação de idioma costuma ser obrigatória em quase todos esses países. Onde a exigência aparece só depois Em boa parte da Europa continental, o idioma não é cobrado para o visto de trabalho, mas passa a ser condição para se fixar. É o caso de Alemanha, França, Suécia, Holanda, Suíça e Áustria, onde profissionais qualificados costumam começar a trabalhar em inglês, sobretudo em tecnologia e multinacionais, mas precisam comprovar o idioma local para avançar. Na França, o francês é exigido no nível A2 para a residência permanente e B1 para a naturalização. Na Alemanha, o alemão acelera o processo: com o Blue Card, o nível B1 permite pedir a residência permanente em 21 meses, contra 27 meses com A1. Na Holanda e na Suécia, o idioma não é exigido para os vistos de trabalho, já que o inglês é amplamente aceito, mas passa a ser cobrado para a residência permanente. Na Suíça, que tem quatro idiomas oficiais, a naturalização exige domínio da língua do cantão onde a pessoa mora. Quando o idioma é cobrado antes mesmo de viajar Em algumas situações específicas, a comprovação vem antes da mudança. Na Áustria, aposentados que solicitam o Settlement Permit e cônjuges no reagrupamento familiar precisam apresentar o certificado de alemão A1 já no país de origem, antes de embarcar. Na Holanda, o reagrupamento familiar também exige um exame de integração de nível A1 antes da entrada. O caso do Japão Fora do eixo ocidental, o Japão tem regras próprias. Para o visto de trabalho qualificado em áreas como TI e engenharia, o japonês não é exigido de início, mas passa a ser cobrado (níveis N4 ou N5 do JLPT) para vistos de longo prazo e integração. Já para o Specified Skilled Worker, um nível básico é exigido desde a entrada. Apuração de Leonardo Marchetti
Em quais países é preciso comprovar que fala o idioma para imigrar? Veja as exigências
Em muitos destinos, a comprovação só é cobrada nas etapas de fixação, como a residência permanente ou a cidadania. Guia do GLOBO traz informações sobre 36 países para quem quer morar fora






