Ele ainda destacou que Brasil não aceitará interferência americana e sugeriu ao americano "um trago" com os presidentes da Rússia e da China para resolver as guerras globais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente Lula no Palácio do Planalto — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo O presidente Lula (PT) afirmou nesta sexta (21), durante um ato de campanha em Minas Gerais, que Donald Trump reconheceu durante que as tarifas impostas ao Brasil pelos EUA foram baseadas em mentira. O brasileiro e o americano conversaram horas antes por telefone, confirmou o Palácio do Planalto. Segundo Lula, o bate-papo de 1h30 rendeu uma nova negociação tarifária entre os dois países, a ser definida em breve. — A taxação que vocês fizeram ao Brasil é uma taxação não só irreal, como ela foi feita com base na mentira. Você disse que tinha desmatamento no Brasil e no Brasil nós temos o menor desmatamento da história. E você disse que tinha trabalho escravo e nós combatemos o trabalho escravo. Então é inverdade. Ele reconheceu e hoje ele já pediu ao secretário do Comércio ligar para o nosso e já marcaram uma reunião. —, relatou Lula à multidão que participava do evento promovido pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Lula ainda teria insistido que manter as negociações é "a melhor opção para os dois países", informou a Presidência brasileira, que classificou o tom da conversa como "amistoso" e "cordial". Sem interferência no Brasil Ao abordar o combate ao crime organizado, cujas principais facções brasileiras – o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) – foram classificadas como organizações terroristas pelos EUA em maio, Lula disse que a ajuda americana é bem-vinda, mas fez ressalvas. — Ô, Trump, se você quer combater o crime organizado, vamos combater o crime organizado. Agora, nós queremos trabalhar junto. O que nós não queremos é interferência no Brasil. — teria frisado o brasileiro durante a conversa por telefone com Trump. Lula acusou recentemente os Estados Unidos de tentar interferir nas eleições de outubro, em que o presidente enfrentará seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro – um aliado de Trump. À AFP, uma fonte do governo brasileiro revelou que a questão eleitoral não foi discutida na conversa, embora o presidente do Brasil tenha garantido à Trump que o sistema eleitoral brasileiro é confiável após uma pergunta genérica do americano sobre a disputa. Como mostrou O GLOBO, a avaliação de um integrante do governo brasileiro é que, após a ligação desta sexta, fica mais difícil que Trump questione o resultado da eleição em outubro. Mesmo assim, o entendimento é que o Departamento de Estado, sob o comando de Marco Rubio, membro do primeiro escalão do governo americano mais próximo da família Bolsonaro, possa ter uma postura diferente. O governo avalia que há um desalinhamento entre as posições de Trump e da pasta sob o comando de Rubio. Em um eventual segundo turno, Lula teria 47% das intenções de voto, contra 43% de Flávio Bolsonaro, segundo uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta sexta. "Trago" com Xi e Putin Lula ainda demonstrou preocupação com o número de guerras e outros conflitos armados no mundo atualmente e disse ter sugerido a Trump uma resolução diplomática das disputas junto com os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da China, Xi Jinping. — Trump, em setembro tem a reunião da ONU. Pô, convida o Xi Jinping e convida o Putin na tua casa. [...] Toma um trago, como diria o [ex-vice presidente] Zé Alencar, toma um golo, e vamos tentar encontrar um jeito de fazer paz. O mundo está precisando de paz, o mundo não está precisando de guerra, o mundo está precisando de amor, não está precisando de ódio. —, concluiu Lula.
Lula diz que Trump reconheceu que tarifaço ao Brasil foi baseado 'na mentira'
Ele ainda destacou que Brasil não aceitará interferência americana e sugeriu ao americano "um trago" com os presidentes da Rússia e da China para resolver as guerras globais










