A cantora Margareth Menezes tornou-se a 20ª ministra da Cultura da história do Brasil em 1º de janeiro de 2023, empossada no primeiro dia do terceiro mandato do presidente Lula. Já se vão quase quatro anos de governo petista e até hoje a ministra não visitou a Festa do Peão de Barretos, o maior evento sertanejo do Brasil desde o fim dos anos 1980.
É na arena do evento, cuja edição mais recente começou nesta quinta, que os melhores peões buscam acirradamente ganhar a montaria, pois a repercussão nacional, e até internacional, é gigantesca.
Por sua vez, os cantores sertanejos têm no palco de Barretos o ponto culminante da carreira. Este ano, Gusttavo Lima foi escolhido embaixador da festa, título que já adotou como seu apelido na carreira. É a terceira vez que ele ocupa o cargo rotativo.
Menezes, em seu período na vida pública, demonstrou um profundo desdém pela Festa de Barretos, assim como o presidente Lula. A ministra-cantora tem origem musical no axé baiano dos anos 1980 e tem muito mais intimidade com as manifestações artísticas de determinada esquerda de classe média progressista, urbana e identitária. O mundo sertanejo passa longe do seu radar.
É compreensível que o presidente Lula tenha medo de pisar na arena de Barretos, pois corre o risco de uma vaia monumental. Justamente por isso, a ministra deveria ocupar este lugar e construir pontes.









