0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Gilmar Machado na Câmara dos Deputados em 2012 — Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados A liderança do PT na Câmara cobrou que Hugo Motta cumpra uma decisão do TSE que determinou a perda do mandato de Glaycon Moreira Franco (PSDB-MG) e a adoção de providências para a posse de Gilmar Machado (PT-MG) em vaga aberta após a saída de Odair Cunha para o TCU. Glaycon era o primeiro suplente, mas deixou o PV e se filiou ao PSDB antes da vacância. Para o TSE, com a troca, ele perdeu o direito de ocupar a cadeira conquistada pela Federação do PT. A ministra Estela Aranha acolheu a tese do jurídico petista de que a janela partidária protege apenas quem já exerce mandato, não o suplente que abandona a legenda pela qual concorreu. Mais de um mês e meio após a decisão, proferida em 1º de julho, a Câmara mantém o tucano no cargo e, até agora, não avançou nos trâmites para que Machado tome posse. De acordo com registros, Glaycon segue recebendo o salário de R$ 46 mil e mantém 12 secretários parlamentares. Embora ainda caiba recurso, não há ordem suspendendo os efeitos da decisão. Em pedido de cumprimento, o líder do PT, Pedro Uczai (SC), argumenta que a Câmara não tem competência para rediscutir o mérito da decisão. O corregedor da Casa já se manifestou, mas a presidência ainda não viabilizou a publicação do ato para abrir o prazo de cinco dias úteis de manifestação de Glaycon. Nos bastidores, a demora é atribuída a um suposto entendimento entre Motta e Aécio Neves, presidente do PSDB, para manter o tucano na vaga até as eleições. Questionada, a Câmara não se manifestou até o momento.