Atriz e dramaturga apresentou 'Nosso segredo' na programação do evento na Serra Gaúcha 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Grace Passô, diretora de 'Nosso segredo', no 54º Festival de Cinema de Gramado — Foto: Cleiton Thiele/Ag.Pressphoto RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você Livremente adaptado da peça "Amores surdos", o longa acompanha a rotina de uma família negra lidando com o luto. A estreia nos cinemas ocorre na próxima quinta-feira (27); A escritora Ana Maria Gonçalves, imortal da Academia Brasileira de Letras, atuou como consultora de roteiro. Ela é uma das principais referências artísticas e pessoais da diretora; Grace Passô defende que o cinema negro deve focar em sentimentos e abstrair temas áridos. O final metafórico da produção gerou debates e múltiplas interpretações no festival. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO "Nosso segredo", de Grace Passô, em sua estreia na direção de longas-metragens, encerrou a programação da mostra competitiva do Festival de Cinema de Gramado na noite desta quinta-feira (20). A atriz e dramaturga cruzou o tapete vermelho do Palácio dos Festivais na companhia de sua equipe, que inclui nomes como Ana Maria Gonçalves, imortal da Academia Brasileira de Letras, como consultora do roteiro. Na manhã desta sexta (21), Passô participou de coletiva com a imprensa e com o público do festival para falar sobre sua obra. Participaram da conversa os atores Efraim Santos, Robert Frank, Juan Queiroz, Ju Colombo, Tássia Reis, Jéssica Gaspar, Glaucia Vandervel e Flip, e do produtor Ricardo Alves. Livremente adaptada da peça "Amores surdos", também de Passô, a trama acompanha uma família negra que busca reconstruir sua rotina após uma perda recente. Enquanto cada um foge do luto à sua maneira, o filho caçula guarda um segredo. Grace Passô em debate sobre o filme 'Nosso segredo' no 54º Festival de Cinema de Gramado — Foto: Cleiton Thiele/Ag.Pressphoto — O eixo da história tem a ver com os sentimentos dessa família negra. Não é um filme que fala de uma coisa só. Ele fala de muitas coisas. E muitas coisas ele nem fala, ele é — afirmou Grace Passô. — O cinema negro tem contribuído muito para o cinema brasileiro. Num determinando momento, um filme precisava falar só sobre assuntos como o racismo, a violência. Os assuntos são importantes, mas somos pessoas que se metem a criar novas formas do mundo. Hoje queremos abstrair os assuntos para que eles virem sentimentos. A diretora e roteirista falou também sobre a parceria com Ana Maria Gonçalves, sua amiga pessoal. — Todo trabalho que eu faço eu pergunto para a Ana. É uma necessidade. Ela é uma pessoa definitiva na minha vida. "O defeito de cor" é o livro que marca a minha vida, é o mais importante do século. O que ela pensa sobre a nossa sociedade. A capacidade dela falar sobre tudo. É uma grande referência — afirmou Passô. — Ela não tem tempo, todo mundo demanda muito dela, mas eu dou meu jeito, vou pela amizade. Eu mostrei o texto para ela, conversamos muito. Eu quero sempre perguntar sobre as coisas que eu faço e ela me deu muitas referências sobre os personagens infantis que ela estava vendo em séries. Ela é uma imortal da Academia, mas ela também tem um conhecimento muito pop. Passô apontou o iraniano Jafar Panahi como uma referência importante para sua obra. Em Gramado, o final repleto de simbolismos e metáforas gerou debates entre os espectadores. Feliz com as diferentes interpretações, a diretora preferiu não dar respostas sobre sua história. — A pessoa que dirige e escreve um filme não é a melhor pessoas para dar as respostas. É ainda mais interessante que cada pessoa sinta e interprete a história — disse. Coprodução Globo Filmes, "Nosso segredo chega aos cinemas na próxima quinta-feira (27). O repórter viajou a convite do Festival de Cinema de Gramado.
Em Gramado, Grace Passô estreia na direção de longas e defende um cinema negro focado mais em sentimentos do que temas
Atriz e dramaturga apresentou 'Nosso segredo' na programação do evento na Serra Gaúcha
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