Posição de Masoud Pezeshkian contrasta com a de integrantes da estrutura militar iraniana, que sustentam que o país deve manter os combates 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Imagem de Donald Trump, ao lado de sistema de mísseis iraniano, na Praça Azadi, em Teerã — Foto: Majid Asgaripour/ Reuters O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, defendeu o fim da guerra com os Estados Unidos, afirmando que o conflito deveria ser encerrado enquanto o país ainda tem “poder e dignidade”, informou a agência semioficial Iranian Students’ News Agency, nesta sexta-feira (21). “Seria melhor encerrar a guerra hoje, quando temos poder e dignidade, e com o mundo inteiro reconhecendo nossa vitória”, disse Pezeshkian. A posição do presidente contrasta com a de integrantes da estrutura militar iraniana, que sustentam que o país está levando vantagem e deve manter os combates. Ele, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e o principal negociador iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, vêm defendendo uma solução diplomática para o conflito e a retomada da economia desde a assinatura de um cessar-fogo que posteriormente entrou em colapso. A guerra tem provocado fortes efeitos sobre a economia iraniana, pressionando a inflação e levando a moeda nacional a níveis recordes de desvalorização frente ao dólar. Ao mesmo tempo, o governo americano prepara novas medidas para restringir economicamente o Irã e seus parceiros comerciais, segundo o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Dentro do aparelho de segurança iraniano, porém, a orientação tem sido mais agressiva. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica adotou uma “doutrina ofensiva”, com mudanças na estrutura militar destinadas a ampliar a capacidade de operações em “território inimigo”, afirmou na semana passada um alto funcionário iraniano.