Ações fazem parte da Coalizão das Américas Contra os Cartéis (ACCC), conhecida como 'Escudo das Américas', iniciativa liderada por Washington que reúne países da América Latina e do Caribe 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Policiais realizam uma operação de busca por armas e/ou drogas no bairro de Nueva Guayaquil, em Guayaquil, Equador, em 4 de abril de 2024 — Foto: AP/César Muñoz/Arquivo O Ministério da Defesa do Equador confirmou, em vídeo publicado na rede social X, a realização de operações militares contra cartéis e o narcotráfico no país com apoio dos Estados Unidos. As ações fazem parte da Coalizão das Américas Contra os Cartéis (ACCC), conhecida como “Escudo das Américas”, iniciativa liderada por Washington que reúne quase 20 países da América Latina e do Caribe no combate ao narcotráfico e ao crime organizado transnacional. O ministro da Defesa equatoriano, Gian Carlo Loffredo, afirmou na gravação que o comandante do Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom), Francis L. Donovan, esteve no Equador e levou ao país dois navios de guerra americanos, além de lanchas interceptadoras e um helicóptero. Segundo Loffredo, os equipamentos serão posicionados nas rotas utilizadas pelo narcotráfico entre o território continental e as Ilhas Galápagos. “Essa aliança agora se traduz em capacidades que chegam ao mar para enfrentar o narcotráfico. Isso significa que vamos triplicar nossa capacidade de interdição na zona marítima”, disse o ministro. “Além disso, contamos com três helicópteros Black Hawk que já estão em Manta e realizarão operações. A cooperação entre Equador e Estados Unidos se traduz em ações concretas contra o narcoterrorismo e o crime organizado transnacional”, acrescentou. A ofensiva contra o narcotráfico também avançou na frente financeira. Na quinta-feira, o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou sanções contra 15 pessoas acusadas de participar de uma rede que enviava milhares de quilos de cocaína por mês do Equador para os Estados Unidos. Segundo o Tesouro, os alvos teriam ligações com Los Choneros e Los Lobos, duas gangues equatorianas classificadas por Washington como organizações terroristas estrangeiras. De acordo com as autoridades americanas, a rede utilizava empresas pesqueiras como fachada para transportar cocaína a partir da região de Manta. A droga era transferida para pequenas lanchas rápidas, que seguiam pelo leste do Oceano Pacífico em direção aos Estados Unidos. A cocaína passava posteriormente pelo México e entrava nos EUA por meio de redes ligadas ao Cartel de Sinaloa e ao Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), também classificados por Washington como organizações terroristas estrangeiras. A cooperação entre Washington e Quito ocorre em meio à ampliação da atuação militar dos EUA contra o narcotráfico na América Latina, cerca de um ano após o governo do presidente Donald Trump iniciar ataques contra embarcações suspeitas de transportar drogas no Caribe e no Pacífico, que já deixaram ao menos 200 mortos. Na semana passada, por exemplo, o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, anunciou que Colômbia, Guatemala e Honduras concordaram em permitir operações militares conjuntas com os EUA contra grupos criminosos em seus territórios.
Equador confirma operações contra cartéis com os EUA
Ações fazem parte da Coalizão das Américas Contra os Cartéis (ACCC), conhecida como 'Escudo das Américas', iniciativa liderada por Washington que reúne países da América Latina e do Caribe












