País passa por transformação demográfica 'profunda', com queda acelerada da fecundidade para 1,2 filho por mulher em 2024, bem abaixo do nível de reposição populacional, de 2,1 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Em discurso durante conferência empresarial, Milei afirmou que 'loucura' do aborto legal na Argentina está 'custando caro' — Foto: Juan Mabromata/AFP O presidente da Argentina, Javier Milei, vinculou a queda da natalidade em seu país ao movimento feminista e à legalização do aborto, que classificou como uma "loucura" que está "custando caro" à economia e ao sistema previdenciário. Em discurso durante uma conferência empresarial em Buenos Aires, o presidente disse que o país "não alcança uma taxa de crescimento populacional e de natalidade que permita a reposição da população". "Estamos pagando muito caro pela loucura dos lencinhos verdes", declarou Milei nesta quinta-feira, em referência ao símbolo da campanha pelo aborto legal na Argentina. "Portanto, essa paixão por matar crianças no ventre da mãe também está nos custando caro em termos de crescimento e nem vou falar do impacto sobre o sistema previdenciário", acrescentou. Segundo um relatório de agosto do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), a Argentina passa por uma transformação demográfica "profunda", com uma queda acelerada da fecundidade para 1,2 filho por mulher em 2024, bem abaixo do nível de reposição populacional, de 2,1 filhos por mulher. Protestos contra o presidente Javier Milei crescem na Argentina. Policiais e manifestantes entram em confronto; Veja fotos 1 de 13 Manifestantes se reúnem em frente ao Congresso Nacional em Buenos Aires. Senadores argentinos discutem um pacote de reformas chave para o presidente de extrema direita Javier Milei, em uma sessão marcada por greves e manifestações em frente ao Congresso . — Foto: TOMAS CUESTA/AFP 2 de 13 Policiais montam guarda atrás de um carro da estação de rádio Cadena 3 em chamas durante um protesto em frente ao Congresso Nacional em Buenos Aires — Foto: Luis ROBAYO / AFP X de 13 Publicidade 13 fotos 3 de 13 m carro da estação de rádio Cadena 3 incendiado é retratado durante um protesto em frente ao Congresso Nacional em Buenos Aires — Foto: Luis ROBAYO / AFP 4 de 13 Manifestantes se reúnem em frente ao Congresso Nacional em Buenos Aires. Senadores argentinos discutem um pacote de reformas chave para o presidente de extrema direita Javier Milei, em uma sessão marcada por greves e manifestações em frente ao Congresso . — Foto: Luis ROBAYO / AFP X de 13 Publicidade 5 de 13 Um policial usa spray de pimenta em manifestantes durante um protesto em frente ao Congresso Nacional, em Buenos Aires — Foto: Luis ROBAYO/AFP 6 de 13 Manifestantes se reúnem em frente ao Congresso Nacional em Buenos Aires. Senadores argentinos discutem um pacote de reformas chave para o presidente de extrema direita Javier Milei, em uma sessão marcada por greves e manifestações em frente ao Congresso. — Foto: TOMAS CUESTA / AFP X de 13 Publicidade 7 de 13 Policial dispara sua arma durante confrontos com manifestantes do lado de fora do Congresso Nacional, em Buenos Aires — Foto: TOMAS CUESTA / AFP 8 de 13 Manifestantes correm durante protesto contra a votação da Lei de Bases no Senado da Argentina — Foto: Luis ROBAYO / AFP X de 13 Publicidade 9 de 13 Manifestantes são afastados com canhões de água pela tropa de choque em frente ao Congresso Nacional, em Buenos Aires — Foto: Luis ROBAYO/AFP 10 de 13 Caminhão joga água em manifestantes diante do Congresso da Argentina — Foto: TOMAS CUESTA / AFP X de 13 Publicidade 11 de 13 Manifestantes em confronto com a tropa de choque em frente ao Congresso Nacional, em Buenos Aires — Foto: TOMAS CUESTA / AFP 12 de 13 Mulher segura uma bandeira argentina na frente de policiais perto do Congresso Nacional em Buenos Aires, na Argentina — Foto: Luis Robayo/AFP X de 13 Publicidade 13 de 13 Sob os olhares de clientes de um café, policiais prendem manifestante nos arredores do Congresso da Argentina — Foto: Luis ROBAYO / AFP Aprovação da 'Lei de Bases', projeto do presidente Javier Milei, pelo Senado da Argentina, impulsionou manifestações no país De acordo com o UNFPA, esse declínio decorre de vários fatores, mas limitações financeiras, insegurança no emprego, dificuldades de acesso à moradia e falta de opções para o cuidado dos filhos figuram entre as principais razões para mais de 60% das pessoas que tiveram menos filhos do que desejariam. Milei sempre sustentou que o aborto é um "homicídio agravado pelo vínculo", embora não tenha apresentado nenhuma iniciativa ao Congresso para revogar a lei que legalizou o aborto em 2020. No entanto, organizações não governamentais acusam seu governo de ter desmontado, no âmbito de suas políticas de austeridade, programas e instituições voltados à saúde sexual e reprodutiva, criando na prática obstáculos ao acesso à interrupção legal da gravidez.