Quando Mark Hughes, ex-técnico do Manchester United e da seleção do País de Gales, perdeu seu filho de 38 anos, um inquérito concluiu que a causa foi a síndrome da morte súbita em adultos, ou Sads, na sigla em inglês.
Ele parecia saudável. Não havia nenhuma doença aparente. Para uma família, essa combinação é quase impossível de entender. Como alguém pode morrer de uma doença cardíaca quando nem mesmo uma autópsia consegue encontrar nada de errado com o coração?
A resposta começa com algo fácil de esquecer: o coração não é apenas uma bomba; é também um órgão elétrico. Cada batimento cardíaco começa com um sinal que se propaga pelo coração em uma sequência precisa, indicando a cada câmara quando se contrair. Na Sads, a falha geralmente está nesse sistema elétrico, não na estrutura física do coração.
Se o sinal se tornar instável, um ritmo anormal – uma arritmia – pode se desenvolver. A maioria das arritmias é inofensiva. Mas algumas que se originam nas câmaras inferiores do coração, os ventrículos, podem ser fatais. Durante a fibrilação ventricular, a atividade elétrica se torna caótica e o coração treme em vez de bombear. O sangue deixa de chegar ao cérebro, fazendo com que a pessoa perca a consciência.








