OpenAI afirma estar em conversas para parcerias com jornais brasileirosEmpresa acumula parcerias e processos de empresas jornalísticas ao redor do mundo pelo uso de conteúdo na IA. Gerando resumoFoto: Taba Benedicto/EstadãoOliver JayVice-presidente de estratégia e operações internacionais na OpenAIOliver Jay é vice-presidente de estratégia e operações internacionais na OpenAI, a dona do ChatGPT. Seu trabalho consiste em planejar e executar a expansão da empresa em novos mercados, como o Brasil. Com trajetória em firmas de investimentos e em empresas de software como Dropbox e Asana, Jay concedeu entrevista ao Estadão durante sua visita ao País.Ele falou sobre as estratégias de crescimento do negócio, que se dará por meio de parcerias com empresas, por assinaturas do ChatGPT para pessoas físicas e pela exibição de anúncios na plataforma.“Nós acreditamos no que chamamos de ‘democratização’. Ou seja, dar acesso à inteligência artificial (IA) ao maior número possível de pessoas. É por isso que temos um serviço gratuito. Mas, para sustentá-lo, precisamos de um modelo economicamente viável a longo prazo, e vemos que a publicidade é complementar ao modelo de assinatura. É algo muito promissor”, afirma.PublicidadeNesta semana, a empresa anunciou parcerias com o Instituto de Tecnologia e Aeronáutica (ITA), a Prodam da prefeitura de SP, a startup jurídica Enter e a rede de empreendedorismo Estímulo. A expansão da OpenAI no mercado brasileiro ocorre em um ano em que a companhia está cercada de expectativas em relação à abertura de capital na bolsa de valores (IPO), que ainda não tem data para acontecer. Em abril deste ano, a OpenAI captou um investimento de US$ 122 bilhões, que levou seu valor de mercado (valuation) a US$ 852 bilhões.Jay também disse que o mercado financeiro brasileiro é o setor da economia que mais tem usado IA, seja para modernizar sistemas e processos corporativos ou para desenvolver novos produtos, como um especialista em investimentos movido à inteligência artificial. Em estudo feito pelo centro de pesquisas Reglab, sob encomenda da OpenAI, o uso da IA no Brasil pode adicionar R$ 986,7 bilhões à economia nacional até 2030.Oliver Jay, executivo da OpenAI, diz que publicidade é pilar do negócio que ajuda a manter o ChatGPT gratuito Foto: Taba Benedicto/EstadãoO executivo afirmou também que a empresa teve uma espécie de despertar ao observar o caso do ataque cibernético promovido por sua ferramenta de IA à empresa Hugging Face em julho. O ataque foi realizado por agentes de inteligência artificial autônomos da OpenAI que escaparam de um ambiente de testes isolado e invadiram a infraestrutura da plataforma. O episódio não tem precedentes no mercado de segurança digital. Foram milhares de ações contra a companhia em quatro dias, um volume sobre-humano. Publicidade“Aprendemos muito com essa experiência. Ela nos mostrou que precisamos oferecer as melhores ferramentas cibernéticas para os defensores do mundo o mais rápido possível, pois não somos os únicos desenvolvendo modelos”, diz.Jay comentou ainda sobre a competição com plataformas de IA de código aberto, sobre a tensão entre Brasil e Estados Unidos por causa do tarifaço e sobre os próximos passos da OpenAI.Leia os principais trechos da entrevista a seguir.PublicidadeComo você descreveria sua função na OpenAI?Meu trabalho é ajudar a OpenAI a expandir em todas as frentes fora dos EUA. Uma grande parte disso envolve a abertura de escritórios. A minha equipe é responsável por entender qual é a nossa estratégia em cada mercado, estabelecer as parcerias iniciais e, ao mesmo tempo, contratar e capacitar a equipe local para dar continuidade ao trabalho. Temos lançado operações em vários mercados.Como tem sido a experiência de expansão dos negócios no Brasil?O Brasil se beneficia de todo o aprendizado que tivemos na Europa e na Ásia, onde já abrimos alguns escritórios. Do ponto de vista de mercado, acredito que aqui vemos uma velocidade de decolagem provavelmente maior.Isso acontece em parte porque já temos mais experiência em como lançar operações nesses mercados e sabemos quais são as parcerias certas, como as que fizemos com a startup Enter, o ITA, a Prodam, o Nubank e a Localiza. Quando lançamos no Japão, por exemplo, não pensávamos dessa forma. Então, o lançamento no Brasil é, em muitos aspectos, o cenário ideal.PublicidadeComo o setor financeiro brasileiro está usando a IA? Há o uso interno e a criação de produtos com IA. No uso interno, trata-se muito de automatizar fluxos de trabalho existentes. Em um banco, existem tantos processos e fluxos de trabalho que provavelmente não são atualizados há muitos anos ou até décadas. Ao integrar novos clientes de gestão de grandes fortunas, o processo de conhecer o cliente pode levar semanas ou meses. Grande parte disso não se deve a exigências regulatórias, mas sim ao fato de o processo ter muitas etapas, cada uma envolvendo longos tempos de espera. No Brasil e em outros países, a IA pode ajudar a encurtar esse processo sem precisar reinventá-lo. Basta utilizar a IA para acelerar o fluxo de trabalho.Em um mercado competitivo como o de capitais, a agilidade em um empréstimo ou em trazer novos clientes para dentro da empresa (onboarding) é fundamental. Esse é apenas um exemplo, mas existem muitos fluxos de trabalho desse tipo. PublicidadeO que mais pode dar de exemplo sobre como as empresas brasileiras estão usando a IA?Pense nas equipes jurídicas. Algo tão simples quanto assinar um acordo de confidencialidade (NDA) não deveria exigir muito tempo e esforço. Essa é uma área em que se pode utilizar a IA para otimizar e elevar o nível dos fluxos de trabalho jurídicos. Portanto, há o uso interno. Essencialmente, qualquer função pode usar a IA para automatizar tarefas e gerar valor mais rapidamente. O próximo passo é pensar na criação de produtos e repensar como eles funcionam. Tomando o Nubank como exemplo, uma das áreas em que eles focam é o atendimento ao cliente.Eles lidam com um grande volume de demandas. Antigamente, para fornecer informações de suporte, era preciso contratar muitas pessoas para responder às perguntas ou, então, a informação simplesmente não era encontrada. Utilizando IA e trabalhando conosco, eles criaram uma solução de atendimento ao cliente que resultou em um aumento no NPS (índice de satisfação dos clientes). Acredito que bem mais da metade das solicitações recebidas agora são tratadas por IA. É possível criar essas soluções de suporte e também abordar outras áreas, como private banker (uma espécie de banqueiro pessoal movido por IA), que representa uma nova área de produtos. Como estão as empresas aqui no Brasil e no mundo medindo o impacto da IA na lucratividade?Existem fluxos de trabalho que são muito mais fáceis de mensurar do que outros. Como mencionamos, o caso do suporte ao cliente, por exemplo. Esse é um caso simples e direto de medir, porque a maioria das empresas já trabalha com um custo por solicitação ou custo por resolução. Se você realizar essas resoluções a um custo menor, já obteve um retorno sobre o investimento (ROI). Muitas vezes, você reduz custos e aumenta o NPS, obtendo, assim, um valor duplo. De quebra, também oferece às empresas uma nova maneira de interagir com os clientes. Uma anedota do nosso CIO (responsável pela gestão estratégica da tecnologia da informação): queremos que todas as pessoas usem IA, mas não vale a pena gastar muito tempo tentando calcular o ROI, porque basta que um dos fluxos de trabalho seja automatizado para que a solução se pague. Isso é interessante, porque é difícil fazer esses cálculos. Algumas empresas até fazem testes AB para isso, mas um fluxo automatizado faz a IA se pagar.Ou, por exemplo, a OpenAI é muito conhecida e está analisando a possibilidade de abrir o capital. Isso envolve preencher uma infinidade de formulários. Normalmente, seria preciso contratar consultores para ajudar com isso. Nossa IA faz tudo isso por nós. Aqueles cinco consultores que teríamos de contratar teriam um custo de milhões de dólares. Esse valor teria coberto, por si só, o custo de toda a nossa empresa usando o ChatGPT. É por isso que, quando uma empresa começa a obter valor real, a conversa muda. Fica claro que estamos extraindo valor da IA.Além do setor financeiro, quais outros setores estão entre os seus alvos iniciais?Eu começaria pelas grandes empresas. Além do mercado financeiro, também temos as indústrias nativas digitais. O Mercado Livre (fundado na Argentina) é um exemplo, o Rappi (fundado na Colômbia) é outro. O foco será em empresas com grandes operações e que têm muito potencial para acelerar a automação de diversos fluxos de trabalho e processos. Em outros países, vemos uma adoção fenomenal, como na Singapore Airlines, ou seja, no setor aéreo. Essa não é uma área que exploramos muito ainda; estamos no início, mas há grandes oportunidades aí. PublicidadeAlém disso, acho que o varejo e o setor de bens de consumo são áreas onde vemos muito movimento. Já observamos isso bastante no segmento de pequenas e médias empresas (PMEs) no Brasil. É ali que a IA pode ajudar muito, tanto na análise de dados — fornecendo aos donos de empresas informações e insights melhores sobre seus negócios — quanto ao oferecer uma nova maneira de interagir com os clientes. Sobre o varejo, o ChatGPT começou recentemente a exibir anúncios na plataforma. Como esse negócio vai funcionar e por que foi lançado no Brasil?Ainda é um produto novo para nós, mas faz parte da nossa estratégia. Nós acreditamos no que chamamos de ‘democratização’. Ou seja, dar acesso à IA ao maior número possível de pessoas. É por isso que temos um serviço gratuito. Mas, para sustentá-lo, precisamos de um modelo economicamente viável a longo prazo, e vemos que a publicidade é complementar ao modelo de assinatura. É algo muito promissor. As perspectivas em outras regiões são muito otimistas, então estamos investindo pesado na construção da plataforma para isso. Essa plataforma de anúncios que vocês estão criando funcionaria de forma semelhante à do Google? Quem pagar mais terá maior preferência para aparecer nos resultados?No caso do ChatGPT, nós publicamos nossos princípios de publicidade. É muito importante para nós manter a confiança em nossos modelos. Eles são treinados para serem imparciais. Ou seja, não é possível pagar para que o modelo recomende um produto específico em detrimento de outro. Nós realmente defendemos o princípio de ajudar o usuário, sob uma perspectiva comercial, a encontrar a melhor opção para o que ele procura. Mas existem outras formas de ainda construirmos uma plataforma de publicidade que ofereça espaço aos anunciantes, sem que o modelo em si seja influenciado pela publicidade.PublicidadeComo a OpenAI está se preparando para o comércio baseado em agentes de IA, que fazem compras em nome dos usuários?Ainda estamos aprendendo sobre essa área. Fizemos alguns anúncios nos EUA anteriormente sobre parcerias com empresas como Stripe e Walmart para explorar o que podemos fazer nesse campo. O que descobrimos é em que momento do ciclo de compra o ChatGPT e a IA realmente se destacam. Cerca de 20% das consultas, mensagens e conversas no ChatGPT envolvem algum tipo de intenção de compra. Hoje, a experiência de e-commerce geralmente funciona assim: você procura um jogo de xadrez e o encontra. O que o ChatGPT pode fazer é realmente ampliar o topo do funil (de vendas). Você descreve a finalidade da compra, como um presente de aniversário de 50 anos do seu pai. Na conversa, o ChatGPT pode perguntar do que ele gosta e sugerir algo específico.O que percebemos é que conseguimos atrair muito mais gente, já que a IA é excelente em identificar a intenção do usuário. É nisso que estamos concentrando nossos esforços, em vez de focar no back-end, como o processo de finalização da compra, que estamos deixando em segundo plano. PublicidadeHá alguns meses, a OpenAI anunciou que iria focar na criação de um superapp. Agora, vemos ramificações aparecendo, como o ChatGPT Work ou o ChatGPT Education. Isso não difere do objetivo inicial? São apenas variações de nomenclatura. Internamente, chamávamos de ‘superapp’, mas esse era apenas um nome provisório, um termo de referência. O ‘ChatGPT Work’ é, na verdade, o nome que adotamos para o que internamente chamávamos de ‘superapp’. Originalmente, tínhamos o ChatGPT, aquele produto que todo mundo conhece. Depois, tínhamos o Codex, uma plataforma que começou focada em programação, mas que agora faz muito mais do que isso. Então, quando falamos em ‘superapp’ ou ‘ChatGPT Work’, estamos falando da fusão dessas duas coisas.O resultado é o seguinte: você tem a interface familiar que todos associam ao ChatGPT, mas, por trás dela, opera o Codex. O Codex é o agente que realmente executa as tarefas. É isso que constitui o ‘superapp’.PublicidadeHá uma ascensão de soluções de código aberto e de pesos abertos em plataformas de IA, além dessa guerra de preços em que vocês estão inseridos. Qual é o objetivo final? Vocês buscam se posicionar como a solução líder de mercado? Qual é a meta nessa corrida?Para nós, existem três dimensões a serem otimizadas: o desempenho do modelo, o custo e a velocidade. O desempenho diz respeito à inteligência, e ela abrange tarefas diferentes, não se limitando a uma única coisa. Alguns modelos são ótimos em design de front-end para web, mas podem não ter uma inteligência geral elevada.A velocidade se tornará cada vez mais importante, especialmente conforme pensarmos em mais aplicativos habilitados para conversas por voz. Haverá uma grande expectativa em relação ao comportamento do modelo. Se ele levar 10 segundos para responder, a experiência de uso não será boa. Portanto, nosso objetivo é encontrar o melhor preço para cada uma dessas combinações, atendendo ao maior número possível de casos de uso. Essa será a nossa estratégia. Alguns modelos podem ter um custo muito baixo e não exigir tanta inteligência. Já vimos isso acontecer, foi por isso que reduzimos os preços do Luna e do Terra. À medida que lançarmos mais modelos, veremos uma crescente diferenciação entre tipos de modelos em diferentes faixas de mercado. PublicidadeBrasil e EUA não estão em bons termos atualmente devido ao tarifaço. Isso dificulta para a OpenAI fechar negócios com empresas brasileiras?Só podemos controlar aquilo que está ao nosso alcance. Nossa experiência trabalhando com o governo dos EUA é que eles são muito razoáveis. Portanto, ainda não passamos por uma situação em que isso tenha se tornado um entrave ou um obstáculo para nós. Continuaremos muito atentos. Nossa abordagem sempre foi pautada pela parceria com o governo dos EUA e de outros países, como com o governo brasileiro. Normalmente, na maioria dos mercados em que atuamos, a primeira pessoa que contratamos integra nossa equipe de assuntos globais, justamente para trabalhar com o governo local. Essa sempre foi a nossa estratégia e, até agora, tem funcionado bem. Não creio que isso tenha realmente prejudicado o ritmo dos nossos negócios (no Brasil).Vocês têm uma parceria com o Google, a ElevenLabs e a Nvidia para a marca d’água digital e invisível chamada SynthID. Essa é uma solução que vocês têm para identificar conteúdo gerado por IA. Existe algo mais?O C2PA (ligado ao SynthID) é um padrão da indústria que seguimos e que contém metadados para que se possa rastrear a procedência de uma imagem. Mas é uma solução aberta e padrão da indústria. Temos isso para imagens e também para áudio, algo que lançamos há algumas semanas. O objetivo final da OpenAI é criar uma AGI (Inteligência Artificial Geral). Como as pessoas conviverão com a AGI? Elas manterão os empregos que têm hoje ou isso mudará o mundo como o conhecemos?Essa discussão sobre empregos é muito importante. Como ocorre com qualquer mudança tecnológica, vemos empregos se transformarem e novos empregos serem criados. Por isso, acredito que é preciso ter muita cautela e nuances ao falar sobre empregos. De quais empregos estamos falando? Muita coisa será aprendida por meio de uma implementação gradual e faseada, observando a reação do mercado. Por exemplo, de longe, a capacidade mais forte dos nossos modelos atualmente é a programação. Um ano atrás, havia muito receio quanto ao futuro da engenharia de software. Agora, vemos que há mais vagas nessa área do que antes. Então, precisamos abordar isso com nuances. De qualquer forma, é por isso que estamos tão focados em investir em programas de letramento em IA. Acreditamos que haverá, sim, uma ruptura. Acreditamos que a melhor maneira de capacitar os trabalhadores e as pessoas desta nova geração é ajudá-las a extrair valor e utilidade da IA. É por isso que estamos firmando parcerias com organizações como a Estímulo e a Enter, além de universidades. Isso será uma parte fundamental dessa evolução.Leia tambémIA pode adicionar R$ 1 tri ao PIB até 2030, diz estudo da OpenAI; veja em quais setoresOpenAI capta US$ 122 bi e anuncia plano de monetização; veja detalhesOpenAI entra com pedido para abrir capital em meio à corrida de empresas de IA em Wall StreetNas empresas, existe receio — ou cautela — em relação à dependência exclusiva de fornecedores como a OpenAI ou outros. Por isso, muitos desenvolvedores e empresas buscam ser agnósticos em relação à tecnologia, tentando utilizar todos os recursos à sua disposição. Como vocês criam fidelidade à sua plataforma? Voltando ao tema dos preços, estamos desenvolvendo mais soluções focadas na curva de custos para que as pessoas tenham a melhor inteligência pelo menor custo. Isso deve amenizar esse tópico. Houve um momento em que todos falavam em token maxing (uso máximo de IA). Essa iniciativa reduzirá bastante a motivação para ficar trocando de modelos constantemente. Para praticamente qualquer tipo de tarefa, queremos oferecer a solução mais econômica. Além disso, conforme as empresas e as pessoas compartilham mais informações, com o nosso recurso de memória, a IA passa a compreender e conhecer cada vez melhor esse contexto. Isso pode ser extremamente valioso. No fim das contas, estamos migrando de um mundo de buscas e chatbots para um mundo em que agentes realizam tarefas para você. Sendo assim, ao fazerem suas escolhas, as pessoas acabarão optando pelo agente que realmente consiga executar o trabalho da melhor maneira. E quanto mais dados na memória você tiver, melhor será o resultado. É nisso que estamos investindo. E já estamos observando isso. As pessoas realmente valorizam trabalhar com a OpenAI, justamente porque estamos investindo muito nessa área.O que podemos esperar da OpenAI a partir de agora?Vamos continuar a investir para permanecer na fronteira da inovação. Nossos pesquisadores estão extremamente focados nisso. Há muita empolgação no momento em relação à RSI (autoaperfeiçoamento recursivo, melhoramento da IA pela própria IA). Então, estamos investindo bastante nessa área. Também vamos nos dedicar mais a verticais específicas. Por exemplo, a segurança cibernética é um tema muito importante agora.Por causa do incidente do ataque à Hugging Face que ocorreu no mês passado?Não só por causa disso. Aprendemos muito com essa experiência. Ela nos mostrou que precisamos oferecer as melhores ferramentas cibernéticas para os defensores do mundo o mais rápido possível, pois não somos os únicos desenvolvendo modelos. Existem modelos de código aberto que também estão se tornando cada vez mais competentes. E esses modelos podem, potencialmente, ser usados ​​para fins maliciosos. Por isso, vemos nessa área uma oportunidade enorme de realmente colocar essas ferramentas nas mãos do maior número possível de pessoas.E você não vai me dizer quando será o IPO, certo?Eu não sei (risos). Quem dera eu soubesse. Se você descobrir, pode me contar?Vale ler tambémA ‘piscada’ do Tesouro dos EUA é o recibo de que há algo errado com a dívida americanaBrasil é uma potência agroambiental à espera de uma visão de paísO que o poder de escolha do consumidor revela sobre a crise da Casas Bahia