Em live, candidato do PL afirma que esperava que adversários da direita atacassem o petista e diz que recebe críticas “todo dia” 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Flávio Bolsonaro chega à Praia de Copacabana para primeiro ato da campanha presidencial de 2026 — Foto: Mauro Pimentel/AFP O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira que está “um pouquinho chateado” com os candidatos que se apresentam como nomes de centro-direita por, segundo ele, concentrarem os ataques em sua candidatura em vez de direcioná-los ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. — Então, assim, isso me deixa um pouquinho chateado, mas também... bola pra frente. Porque eu esperava que as pessoas que se dizem de centro-direita estariam atacando o Lula e é todo dia ataque ao Flávio Bolsonaro. Mas eu tenho o povo e tenho Deus — afirmou durante uma live. Na mesma live, Flávio afirmou que chegou a incentivar outras candidaturas de direita à Presidência. Sem citar nomes, disse que alguns dos candidatos que hoje disputam o cargo inicialmente estavam desconfiados de sua candidatura. — Muitos que hoje estão caminhando com a gente, lá atrás estavam um pouco desconfiados. E você vê que hoje, se você olha para quem são os candidatos, eu estou sozinho de novo. Até aquelas pessoas que se dizem de direita, que eu incentivei, não vou falar os nomes, em algum momento, se for necessário, eu falarei. Eu incentivei alguns deles a serem candidatos porque eu falava assim: Isso não é projeto de poder. O Brasil tem que vencer — disse. A transmissão desta quinta-feira teve a participação de Daniella Marques, que atua na área econômica da campanha de Flávio, e do deputado Guilherme Derrite (PL-SP), que falou sobre segurança pública. Ao longo da live, o senador também dedicou espaço para atacar Lula e explorar o caso envolvendo Lulinha, filho do presidente, que é alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência. A reclamação de Flávio ocorre em meio ao aumento das críticas de outros nomes que se apresentam como alternativas da direita na disputa presidencial. Um dos casos é o do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que passou a criticar mais abertamente o senador depois que veio a público o episódio envolvendo o pedido de apoio financeiro de Flávio a Daniel Vorcaro, do Banco Master, para o filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. As críticas de Zema provocaram ruídos na relação entre os dois e também dentro do Novo, onde há integrantes que defendem uma aproximação com Flávio. O ex-governador mineiro, que também pretende disputar a Presidência, passou a fazer críticas mais frequentes ao senador depois da repercussão do episódio. Outro nome que intensificou os ataques a Flávio foi Ronaldo Caiado. A mudança de atuação do ex-governador de Goiás, especialmente nas redes sociais, coincidiu com uma mudança na equipe de comunicação de sua campanha. O marqueteiro Paulo Vasconcelos deixou o grupo após divergências sobre a estratégia. Ele defendia que Caiado não deveria concentrar sua atuação em ataques a Flávio, enquanto Marcos Carvalho, que entrou na equipe, defendia uma postura mais dura contra o senador. Também candidato identificado com a direita, Renan Santos tem feito críticas diretas a Flávio. No último domingo, durante um evento de largada de sua campanha, afirmou que o senador “é parte do grupo político mais corrupto do Brasil, que são as lideranças políticas do Rio de Janeiro”.