O ONS (Operador Nacional de Sistema Elétrico) começará a testar até o fim deste ano os cortes automáticos de geração distribuída solar remota. O mecanismo adicionará uma nova camada de proteção contra apagões no setor elétrico nacional, disse nesta quinta-feira (20) o diretor de planejamento da instituição, Alexandre Zucarato.
A proposta em estudo, segundo Zucarato, prevê cortes de até 3 GW (gigawatts) de energia injetada no sistema nacional por pequenas usinas de geração solar remota, popularmente conhecidas como "fazendas solares". Elas produzem energia para empresas que oferecem "energia solar por assinatura" a consumidores.
A Órigo Energia e a Cemig SIM estão entre as empresas que ofertam esse tipo de energia solar.
"É uma coisa para ser usada pontualmente, em um curtíssimo instante de tempo, como um sistema de proteção... Naquele instante não cabe mais energia no sistema, tudo que podia ser feito do ponto de vista manual foi feito, e vai ter um sistema automático que vai dar conta", explicou Zucarato a jornalistas, após participar de evento da MegaWhat.
Esse mecanismo atuará de forma similar ao "esquema regional de alívio de carga", já utilizado pelo ONS para interromper o fornecimento de energia em determinados pontos da rede. A medida é adotada quando algum desequilíbrio ameaça causar problemas maiores, como um apagão em grande escala.









