Impossível não se surpreender com as promessas para a saúde da plataforma de Flávio Bolsonaro. No texto “Para o Brasil Vencer o Atraso”, divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral, o candidato da extrema-direita nega sua identidade e se desdiz. Começa pelas vacinas, produção nacional de imunizantes ao se comprometer em “manter a imunização.”

Embora, no mesmo mês e ano, ­Donald­ Trump tenha reduzido o número e alterado o calendário de vacinas para as crianças, sob o falso e gasto apelo à associação entre imunização e autismo.

Seguindo o líder, seu irmão, no Texas, diz que pagou 10 dólares e exibe um papel, que isentaria sua filha de apresentar comprovante de vacinação para a matrícula escolar. Se valer o escrito, haveria divergência entre comandante e comandado. Dada a retomada do Plano Nacional de Imunização a partir de 2023, o Brasil permaneceria entre os países que levam a sério o controle de doenças e mortes preveníveis por vacinação.

Propugnar pela prevenção e vacinação contrasta com o posicionamento do parlamentar que, durante a pandemia de Covid-19, foi ativo disseminador de fake news (página 702 do Relatório Final de Comissão Parlamentar de Inquérito) e afirmou que não se vacinaria por ter se infectado ou que se vacinou. Por outro lado, há indícios sobre a atração do candidato por negócios com vacinas.