Rioprevidência, dona da área às margens da Lagoa Rodrigo de Freitas, marcou leilão para setembro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Aterros na cidade do Rio de Janeiro ao longo dos tempos. FOTO REFERENCIA. Em 1806 o canal do Jardim de Alah e o Clube Caiçaras eram água. — Foto: Custodio Coimbra / Agência O Globo Três meses antes do leilão do terreno onde funciona o Clube dos Caiçaras, o Rioprevidência renovou por um ano a autorização de uso da área. O imóvel, localizado na Ilha dos Caiçaras, na Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio, será leiloado em 15 de setembro, com lance inicial de aproximadamente R$ 23,3 milhões, conforme antecipado pela coluna Ancelmo Gois. O Rioprevidência é a autarquia do Governo do Estado responsável pela gestão da previdência dos servidores estaduais, incluindo aposentadorias e pensões. A decisão de venda integra o plano de desinvestimento da carteira imobiliária do Rioprevidência, aprovado no início do ano para reforçar o fundo. A autorização de uso pelo Caiçaras foi renovada em 5 de maio de 2026. Segundo o próprio Clube dos Caiçaras, o documento permite a ocupação da área conhecida como “1/3 da ilha” por 12 meses, renováveis, com pagamento da respectiva taxa mensal de ocupação. A autorização é descrita como excepcional, provisória e precária. Antes da renovação, em março, o clube havia protocolado uma manifestação junto ao Rioprevidência reafirmando o interesse na manutenção do direito de uso da área e sua disposição de preservar os interesses da instituição em um eventual processo de alienação do imóvel. A renovação ocorreu no mesmo período em que chegou ao fim o contrato entre o Rioprevidência e o clube. Como publicado anteriormente pela coluna Ancelmo Gois, o contrato venceu em maio. Na ocasião, a diretoria do Caiçaras afirmou que “não havia interesse do RioPrevidência em gerar atrito com um bom inquilino como o Caiçaras”. O leilão acontecerá na sede do Rioprevidência, no Centro do Rio. O edital estabelece as regras da venda e as condições para os interessados. Procurado, o Caiçaras informou que não vai se manifestar por enquanto e que trata do assunto com seu advogado. O Rioprevidência foi procurado para esclarecer sobre a venda, a área do imóvel e a situação da autorização de uso; e a Prefeitura do Rio, para esclarecer os parâmetros urbanísticos aplicáveis ao terreno. Até o fechamento desta reportagem, os dois órgãos não haviam respondido aos questionamentos.